sábado, 31 de agosto de 2013

Pomares de Frutas


Tipos de pomares de frutas




(José Carlos Fachinello & Jair Costa Nachtigal).
 a) Pomares domésticos ou caseiros - são aqueles pomares que se caracterizam por apresentarem um grande número de espécies e cultivares.
           

b) Pomares comerciais - são aqueles formados por um pequeno número de espécies e cultivares, há um escalonamento da produção, sendo que esta pode ser destinada à industrialização ou ao consumo “in natura”.


c) Pomares experimentais - são aqueles que apresentam um grande número de espécies e cultivares.


d) Pomares didáticos - são aqueles que apresentam um grande número de espécies e variedades, onde são executadas as práticas corretas e incorretas, pois o fim único é o aprendizado.


quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Arvores Frutíferas -Mudas Frutíferas !

Mudas Frutíferas !


As mudas frutíferas são formadas de grande beleza com cores variadas formando uma combinação harmônica de cores além de seu valor nutricional.
A poda das frutíferas:
Com o Inverno chegando o cultivador de frutíferas já sabe que está chegando a hora correta para a poda de suas árvores. Começa então a amolar as ferramentas, limpar as lâminas impregnadas de ferrugem por estarem guardadas desde o ano anterior, engraxar a  mola da tesoura e afiar o serrote. Todo ano é a mesma coisa. Mas porque fazer? Por que deixar esse ao aquele ramo? Qual o verdadeiro objetivo da poda? Devo ou não devo cortar?
Essas são as perguntas que mais frequentes desde um simples possuidor de uma fruteira de fundo de quintal até um grande fruticultor. Mas quais são as finalidades da poda, que dela depende em grande parte a explosão da vida na Primavera que virá a seguir, a fartura e a qualidade da colheita de qualquer pomar?.
Embora seja praticada para dirigir a planta, como no campo da estética em algumas árvores, arbustos e jardins ornamentais, em fruticultura, ela é utilizada para regularizar a produção e melhorar a qualidade dos frutos.
A poda em fruticultura que, juntamente com outras atividades não menos importantes, torna o pomar muito mais produtivo. ´la é tida para alguns, como uma espécie de bisavó da enxertia e da hibridização. Ela se tornou imprescindível no manejo de pomares frutíferos, principalmente.
Existem diversos conceitos para o termo poda dentre os quais:
- É o conjunto de cortes executados numa árvore, com o objetivo de regularizar a produção, aumentar e melhorar os frutos, mantendo o completo equilíbrio entre a frutificação e a vegetação normal;
- É a arte e a técnica de orientar e educar as plantas, de modo compatível com o fim que se tem em vista;
- É a técnica e a arte de modificar o crescimento natural das plantas frutíferas, com o objetivo de estabelecer o equilíbrio entre a vegetação e a frutificação.
- É a remoção metódica das partes de uma planta, com o objetivo de melhorá-la em algum aspecto de interesse do fruticultor.
A importância de se podar varia de espécie para espécie, assim poderá ser decisiva para uma, enquanto que para outra, ela é praticamente dispensável. Com relação à importância, as espécies podem ser agrupadas em:
- Decisiva: Videira, pessegueiro, figueira.
- Relativa: Pereira, macieira, caquizeiro.
- Pouca importância: Citros, abacateiro, mangueira.
O podador deverá fazer uso de seus conhecimentos e habilidades, onde um gesto seguro reflete a convicção de quem acredita que a interferência humana é imprescindível para modelar um pomar. Na natureza, as plantas crescem sem qualquer modelamento, buscam sempre a tendência natural de crescerem em direção à luz, tomando a forma vertical, e com isso perdem a regularidade de produção.
Toda a importância da arte de usar a tesoura, não está em simplesmente cortar esse ou aquele ramo, dessa ou com aquela espécie. Cada fruteira tem o seu hábito específico de frutificação, tendo conseqüentemente, exigência muito diversa quanto à poda. E quanto a isso, devemos então entender o básico de como funciona a planta frutífera, para adaptarmos a cada espécie que pretendemos podar. Com citamos anteriormente, o podador assemelha-se a um cirurgião, e como tal, não opera sem entender como funciona o organismo que ele está lidando.
Fundamentos e princípios da poda




A poda não é uma ação unilateral. Ela ensina quem faz. Mas, para isso, é preciso respeitar seu ritmo, entender e conhecer sua fisiologia, saber qual é o momento certo da intervenção. A poda baseia-se em princípios de fisiologia vegetal, princípios fundamentais que regem a vida das fruteiras. Um desses princípios mais importantes é a relação inversa que existe entre a vigor e a produtividade. O excesso de vegetação reduz a quantidade de frutos, e o excesso de frutos é prejudicial a qualidade da colheita. Assim, conseguimos entender que a poda, visa justamente estabelecer um equilíbrio entre esses extremos. Mas deve ser efetuada com extremo cuidado. Se efetuada no momento impróprio, ou de forma incorreta, a poda pode gerar uma explosão vegetativa enorme, causando um problema ainda maior para o agricultor.

Seiva



As raízes das fruteiras extraem do solo a água, contendo em solução, os sais nutritivos que alimentarão a planta. Essa solução constitui a Seiva bruta, que sobe pelos vasos condutores localizados no interior do tronco e se dirige até as folhas. Nestas e em presença de luz e perdendo água por transpiração, a seiva bruta passa por diversas transformações, tornando-se Seiva elaborada.
A seiva sempre flui para as partes mais altas e mais iluminadas da árvore, razão pela qual os galhos mais vigorosos são aqueles que conseguem se posicionar melhor na copa e têm uma estrutura mais retilínea, o que favorece sua circulação. É por isso também que, o crescimento da planta tende sempre a se concentrar nos ponteiros dos ramos, o que se denomina de Dominância Apical. Quando eliminada, através da poda, ocorre uma melhor redistribuição da seiva, favorecendo a brotação lateral da gemas.
A circulação rápida da seiva tende a favorecer desenvolvimento vegetativo, enquanto que a lenta, o desenvolvimento de ramos frutíferos e essa circulação é em função da estrutura da planta. Quanto mais retilínea, mais rápida a seiva circulará.

Gemas



Outro aspecto importante é sobre a formação das gemas. Em geral, são formadas com a mesma estrutura. O que vai torná-las vegetativas ou frutíferas é o vigor do seu desenvolvimento, decorrente da quantidade de seiva que recebem. Nos primeiros anos de vida, as jovens fruteiras gastam toda a seiva elaborada no seu próprio crescimento. Depois que a planta atingiu um tronco forte, copa expandida e raízes amplas, começa a aparecer sobras de seiva elaborada, que são armazenadas na planta As reservas de seiva elaborada quando atingem uma suficiente quantidade, tem começo a frutificação.
As reservas de seiva elaborada são invertidas ou gastas na transformação das gemas vegetativas em gemas frutíferas, futuras flores e frutos. Essa quantidade excedente de seiva acumulada é conseguida diminuindo a intensidade de circulação de seiva, o que ocorre no período após a maturação das frutas, com uma correspondente maturação de ramos e folhas.
Em princípio, gemas mais vigorosas e mais pontiagudas irão se transformar em ramos vegetativos. As floríferas têm uma forma mais arredondada e devem ser preservadas.
As gemas localizadas na parte superior dos ramos, brotam antecipadamente e com maior vigor que as laterais, prolongando o ramo devido sua abertura lateral ser bem menor.
Baseado nesta lógica pode-se dizer que ramos verticais tendem a serem mais vegetativos, e os inclinados, por onde a seiva circula de forma mais lenta, possuem maior potencial frutífero.
Equilíbrio Vegetativo-Produtivo




A folha é o laboratório da planta, sua fábrica de energia. Por isso é necessário estabelecer uma relação de equilíbrio entre o número de frutos e o de folhas. Um excesso de frutos frente ao total de folhas conduz à uma produção qualitativamente inferior, bem como depauperamento da árvore. Existe uma relação correta para os dois. Um exemplo seria o pessegueiro. Essa relação é de 1 por 40, ou seja, para cada fruto, 40 folhas.
Desse modo, uma planta de pessegueiro adulta, perde através da poda 60% de seus ramos e 70% de seus frutos, que devem respeitar uma distância média de 10 a 12 cm entre frutos. Podada, de maneira ideal, o pessegueiro permanecerá com cerca de 1.000 frutos e 30.000 a 40.000 folhas.
Frutificação



A frutificação é também, uma consequência do acúmulo de carboidratos. Na relação C/N, quando o C é maior do que o N, há boa produção de frutos e massa verde. Quando a produção de ramos vegetativos é muito grande, é alto o N e baixa a produção de gemas floríferas.
Cada fruteira, entretanto, possui um hábito de frutificação específico, tendo assim, exigências diversas quanto à poda.

http://www.plantasonya.com.br/category/frutiferas

sábado, 24 de agosto de 2013

Arvores Frutíferas -Abacate Afrodisíaco

Abacate : Nutritivo, afrodisíaco e rico em vitaminas

Abacate, Nutritivo e altamente energético o abacate é o alimento dos tempos de recessão. Dentro dessa ótica, no Maranhão,

já foi incorporado como complemento alimentar da população mais carente, sendo misturado com a farinha de
mandioca ou de milho.
buque,lembrancinha,maquiagem,buque de rosas,sapato para noiva,vestido de noiva,vestido de
Possui alto conteúdo de proteínas e sais minerais, mas sua principal característica é a alta
quantidade de gordura, proporcionando aproximadamente 162 calorias por 100 gramas da fruta, o dobro da manga,
duas vezes e meia o valor calórico da maçã e do abacaxi, mais de três vezes e meia o da laranja. Da fruta, se
aproveita quase tudo.
Das folhas do abacateiro se faz um chá que tem fama de ser diurético e carminativo, ou seja,
que elimina gases intestinais.Mas precisa tomar cuidado pois o chá da folha do abacateiro pode complicar para pessoas com problema coronario.
O caroço tostado e moído bem fino combate a diarréia e a desinteria. O abacate
também é muito utilizado pela indústria de cosméticos, em forma de cremes nutritivos e hidratantes, champus,
emulsão protetora hidratante, creme de limpeza, máscara refinadora, creme de mãos e unhas, sabão cremoso, leite
de limpeza, entre outros.
É conhecido, também por seus poderes afrodisíacos. Segundo a crença popular, a polpa
do abacate é um ótimo estimulante sexual, assim como seus botões florais. Quem sofre de dor reumática e dor da
gota possui no azeite de abacate um bom remédio.
Fonte: portal São Francisco

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Arvores Frutíferas Coqueiro Hibrido uma Opção do Produtor

O gênero Cocos é constituído apenas pela espécie Cocos nucifera L., a qual é composta de algumas variedades, entre as quais as mais importantes são: Typica (Var. Gigante) e Nana (Var. Anã). Os híbridos de coqueiro mais utilizados no Brasil e no mundo são resultantes dos cruzamentos entre essas variedades. No Brasil estima-se a existência de uma área plantada de aproximadamente 290 mil hectares, composta pelas variedades Gigante e Anã e híbridos.

O coqueiro Gigante é o mais explorado, sendo que aproximadamente 70% da área de cultivo no Brasil são dessa variedade, sendo esta a variedade mais adotada entre os pequenos produtores. No Brasil, é muito empregado in natura para uso culinário (na produção de doces, bolos etc.), bem como na agroindústria de alimentos para leite de coco, farinha de coco, entre outros.

Na Região Nordeste o que se predomina é um sistema de cultivo semiextrativista com variedades de coqueiro Gigante e híbridos naturais não selecionados, com a produção destinada ao coco seco. As estimativas são de que a média de produção brasileira é de 30 frutos/planta/ano, o que representa uma produtividade baixíssima. Essa baixa produtividade está associada a vários fatores, mas, principalmente, pela implantação da cultura com materiais genéticos não melhorados, que possuem base genética estreita, baixa adaptabilidade e estabilidade de produção, e bastante susceptíveis a estresses bióticos e abióticos. Somando-se a não adoção de cultivares melhoradas ainda se constata a existência de coqueirais abandonados e produtores desestimulados devido ao baixo preço do produto. Estes problemas em conjunto refletem em uma produção insuficiente para suprir as necessidades do mercado interno, o que acarreta a necessidade de importações de coco ralado.

Além dos problemas expostos, no último mês de Agosto, foram extintas as medidas de salvaguarda que estabeleciam cotas de importação ao coco ralado que perduravam por 10 anos. Como nos países Asiáticos custo de produção deste produto é inferior ao Brasileiro há a probabilidade de que se aumentem as importações, o que derrubaria os valores pagos no mercado nacional, comprometendo ainda mais o lucro dos produtores rurais.

Nesse contexto, o melhoramento genético possui grande importância, com a finalidade de gerar cultivares de coqueiro mais produtivas, tornando o país mais competitivo e, portanto, menos vulnerável a importação de coco.

A Embrapa vem desenvolvendo ao longo dos anos um trabalho de desenvolvimento e seleção de híbridos intervarietais de coqueiro. O coqueiro híbrido intervarietal Anão x Gigante, é uma cultivar de ampla utilidade comercial, podendo ser empregada para produções de água de coco e de fibras, e principalmente, para produção de polpa ou albúmen sólido. Os híbridos intervarietais, em geral, apresentam diversas vantagens sobre os Gigantes. Dentre essas vantagens podemos citar: sementes com germinação mais rápida; crescimento da planta mais lento; menor porte; florescimento mais precoce; maior uniformidade; maior produção de frutos por planta; estabilidade de produção; maior produtividade por hectare e água mais saborosa.

Sendo assim, o coqueiro híbrido oferece ao produtor rural a oportunidade de trabalhar dois mercados distintos; o de coco verde e o de coco seco. O fruto pode ser colhido ainda verde e ser comercializado para o consumo de água de coco com características semelhantes a do anão, com as vantagens de possuir maior rusticidade, maior tamanho do fruto e maior quantidade de água. Quando o fruto for colhido seco, pode ser comercializado para a indústria alimentícia com algumas vantagens sobre o gigante, por possuir maior precocidade, menor porte, maior número de plantas por área plantada, traduzindo-se em maior produtividade.

Também podemos citar algumas desvantagens dos híbridos, como a impossibilidade de utilização de seus frutos como sementes, pois ocorrerá segregação genética e seus descendentes serão desuniformes e com desempenho inferior no tocante às características de interesse agronômico e econômico.

Levando em consideração todas essas informações, o coqueiro híbrido, devido a sua constituição genética, apresenta maior adaptabilidade e estabilidade de produção. Portanto, poderá ser utilizado para a exploração da cultura nas diversas regiões do Brasil, colocando-se com uma alternativa altamente viável para o produtor rural compor os seus sistemas de produção.

Emiliano Fernandes Nassau Costa e Francisco Elias Ribeiro são pesquisadores da da Embrapa Tabuleiros Costeiros


Leia mais Artigos de Fruticultura
Fonte:http://www.portaldoagronegocio.com.br/conteudo.php?id=86202

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Arvores Frutiferas e Novas descobertas nas Frutas

Descubra os segredos da maca, que estimula o desejo sexual e retarda o envelhecimento

Os alimentos tiram os seus superpoderes do ambiente onde nascem. Quanto mais dificuldades uma planta precisa enfrentar, mais força os seus frutos irão transmitir a quem os consumir.

Os alimentos tiram os seus superpoderes do ambiente onde nascem. Quanto mais dificuldades uma planta precisa enfrentar, mais força os seus frutos irão transmitir a quem os consumir.
Imagine então um lugar frio. Onde falta oxigênio. E com os maiores índices de radiação do mundo. O Globo Repórter foi para lá. Quando sentiu vento dos Andes e as águas que vinham lá de cima, a equipe do programa sabia, estavam se aproximando do superalimento das alturas. As plantações sobreviveram escondidas lá no alto por 500 anos.
A equipe foi em busca da maca. É como um rabanete, que cresce no alto da cordilheira. Nos vales entre as montanhas.
Para chegar até lá foi preciso atravessar uma das passagens mais elevadas da cadeia andina.
E a neve recebeu nossa equipe no ponto mais elevado da viagem. Ficou um pouco difícil para respirar para quem não está acostumado. O Globo Repórter estava no coração dos Andes e a placa dizia que a gente estava a 4818 metros.
A viagem seguiu com este tempo feio. Mas a longa jornada valeu a pena. A recompensa foi a paisagem. A equipe estava na região do lago Junin. E logo no primeiro vilarejo que a equipe chegou, um encontro inesperado.
Animado, o grupo de professores estava voltando da escola, onde passou o dia. O coquetel ou suco de maca. É assim que a maioria consome este produto por lá.
“Lembra um suco de amendoim, uma parte de amendoim, um pouco mais adocicada, um pouquinho de caramelo. Muito bom”, comenta o repórter Pedro Bassan.
Yanina conta que ferve a maca e bate no liquidificador com leite e ovos.
“Meu marido toma maca. Ele é muito forte”, conta Yanina Arias, professora.
Yanina brinca com a fama da maca.  Diz que o marido toma, é claro. E mostra orgulhosa o filho, segundo ela, fruto dos poderes estimulantes desta raiz. Mas a equipe precisava voltar a estrada e continuar a viagem, e ir a uma plantação perto dali.
O último trecho. Depois de passar pela montanha, pela neve. A parte mais difícil da estrada. Para chegar até a maca, a equipe teve que primeiro espantar a boiada.
A equipe chegou a uma plantação, às margens do lago Junin, onde trabalha a Elvira.
Quando ela começou a produzir tinha apenas um hectare, hoje com tanto interesse, tem plantados 420.
O endocrinologista Gustavo Gonzales, da universidade Cayetano Heredia aceitou o convite para nos acompanhar até lá. É dele a maior parte dos estudos feitos até hoje sobre a maca.
“Eu chamo de ‘milagre dos Andes’, porque cada vez que investigamos algo, encontramos mais propriedades e mais coisas que nos deixam surpreendidos”, diz Gustavo Gonzales Rengifo, endocrinologista.
O doutor Gustavo confirma: a maca é sim um estimulante. Ela aumenta o desejo sexual, mas não só isso.
Segundo o doutor Gustavo, a maca faz aumentar a quantidade de espermatozóides nos machos e, nas fêmeas, faz diminuir a mortalidade dos embriões. Aumentando assim a fertilidade.
Quando os espanhóis conquistaram essa região, só estavam interessados na prata e não nas plantas. E assim desperdiçaram um tesouro que tinha embaixo dos pés. Um super alimento que cresce a 4.500 metros de altitude.
Hoje este tesouro injeta na economia peruana US$ 7 milhões por ano. Hoje ela é exportada, principalmente para a Ásia. Dona Elvira vende 80% da produção para o Japão.
“Gerou empregos nessa região, como você vê, são mulheres, com filhos, homens. Melhorou a qualidade de vida familiar. Hoje dá para mandar os filhos estudarem fora. As pessoas tem trabalho o ano todo. Isso é uma satisfação enorme para mim, como mulher”, conta Elvira Llanos, agricultora.
Um povoado foi o cenário da pesquisa que comprovou os benefícios da maca no combate ao envelhecimento. Foi então, que o produto que só era conhecido e consumido pelos moradores da região, ganhou o mundo.
O professor Gustavo fez um estudo com 1200 pessoas da região, com idades entre 35 e 75 anos.
“O que aconteceu com a população que consome maca? Os que tem 35 anos tem um estado de saúde muito bom, mais alto do que os que não comem maca. Estado de saúde que se manteve até os 75 anos, como se eles não envelhecessem”, diz o professor.
O advogado Rafael lesionou os joelhos na academia. Conta que passou a ter dificuldades para caminhar. Depois de tomar injeções antiinflamatórias que não funcionaram, ele descobriu a maca em um jornal.
“Como eu não tinha nada a perder, tentei para ver o que ia acontecer. Os médicos não conseguiam resolver o meu problema”, lembra Rafael Valentin, advogado.
Em apenas duas semanas tudo mudou. A lesão é irreversível. Mas a inflamação que tanto doía passou.
“O mais importante de dar este testemunho para que as pessoas conheçam este alimento. Ele serve para que o estado de saúde seja o melhor possível”, conta Rafael.
Do outro lado da América do Sul, debaixo da sombra da Mata Atlântica, o Brasil está redescobrindo os poderes de uma superfruta. É tão rica, que o nome é theobroma, que quer dizer alimento dos deuses, mas é mais conhecido pelo sobrenome, cacau.
A equipe do Globo Repórter foi para Ilhéus, sul da Bahia, grande região produtora. Ao contrário dos alimentos andinos, o cacau foi um dos primeiros produtos americanos a ganhar o mundo depois do descobrimento.
Conta a história que em 1502, o descobridor Cristóvão Colombo, chegou à ilha de Guanaja, na quarta viagem à América Central. Um barco se aproximou, e um chefe asteca subiu a bordo da caravela e ofereceu sementes de cacau a Colombo. Naquela época, as sementes secas - além de alimento - eram usadas como moeda.
Perto de ilhéus, a equipe foi conhecer um novo produto que está surgindo por lá. Ainda mais saudável do que o velho e bom chocolate.
Iberê e Natália se mudaram para lá há dois anos. Uma mudança radical de vida. Lá não pega celular. A comunicação na fazenda segue outros sinais.
São eles que mostram o chocolate cru. A diferença é que as amêndoas não são torradas e mantém uma quantidade maior de nutrientes. A produção deles é orgânica. Os cacaueiros crescem em harmonia com outras espécies da Mata Atlântica.
“O cacau está ao lado do açaí, depois outro cacau. Sempre temos muitas frutíferas ao redor do plantio, como a banana, a jaca, o jambo”, diz Iberê Mesquita Filho, agricultor.
Depois da colheita, as amêndoas são retiradas. E colocadas para fermentar durante cinco dias.
Eles fazem o controle da temperatura. E dão o que chamam de tombo, para que a fermentação seja uniforme. Depois elas secam ao sol. E são descascadas. As amêndoas secas estão prontas para a grande transformação.
O professor Quintino do Centro de Estudos do Cacau revisou centenas de artigos publicados em todo o mundo sobre o ‘alimento dos deuses’. Os trabalhos apontam as inúmeras vantagens do cacau e do chocolate amargo.
Eles são importantes aliados na prevenção de doenças degenerativas e cardiovasculares, além de combaterem a depressão. A explicação: a presença de substâncias chamadas polifenóis.
“Isso faz com que o cacau seja o produto natural que tem maior capacidade antioxidante. Existe um índice que se chama capacidade de absorção de radicais livres e oxigênio e o cacau é o destaque em todos os vegetais e todas as frutas”, explica o professor Quintino Reis Araújo, pesquisador do CEPLAC.
Na varanda de uma casa, passo a passo a mágica de um alimento dos deuses. Da semente do cacau, á semente descascada, cacau triturado, em pó, a pasta e finalmente o chocolate - cru orgânico sem leite, sem aditivos químicos e saudável.
O processo começa com um simples moedor de carne. As amêndoas são trituradas duas vezes.
Depois aquele pó vai para o pilão. E aos poucos, vai virando uma massa. Um pouco de açúcar para quem ainda não está acostumado ao chocolate puro.
“15 gramas de açúcar orgânico para 85 gramas de massa de cacau. Isso formará 100gr de chocolate”, conta Iberê.
E segue a pilagem. É quando a mágica acontece.
“O processo acontece na conchagem - roçagem de pedra com pedra. A gente quebra as partículas da gordura, e elas acabam derretendo com o calor que é gerado, neste derretimento, a gente tem esta pasta, que é o chocolate”, afirma Maria Natália Ávila, agricultora.
Depois é só por na forma.
A professora Priscilla da Unicamp é uma das maiores especialistas em chocolate no país. Mesmo o chocolate tradicional, quanto mais amargo melhor. E o chocolate cru?
“A torração é uma etapa onde a gente elimina polifenóis em quantidade. Então é bastante provável que um chocolate que tenha sido feito com amêndoas de cacau cruas em vez de torradas tenha um maior teor de polifenóis”, explica Priscilla Efraim, engenheira de alimentos - Unicamp.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Arvores Frutiferas-Novos cultivos são testado no Vale do São Francisco

Novos cultivos de arvores frutíferas são testado no Vale do São Francisco

16/08/2012 19:25 - Portal Brasil
Desde 2005, vêm sendo implantados experimentos com pereira, macieira, caquizeiro, cacaueiro

A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) firmaram parceria para buscar novas opções de cultivo para o vale do São Francisco. Após pesquisas, foi comprovado que frutas, típicas de climas frios, que o Brasil importa em larga escala, têm potencial para alcançar excelente produtividade na região, como por exemplo, Peras, maçãs e caquis.
EBCNovas plantações são testadas no vale do São FranciscoAmpliar
  • Novas plantações são testadas no vale do São Francisco
Desde 2005, vêm sendo implantados e mantidos experimentos com pereira, macieira, caquizeiro, cacaueiro e outras culturas típicas de clima temperado nos perímetros irrigados Senador Nilo Coelho e Bebedouro, em Petrolina (PE). Até o final deste ano, a previsão de investimentos no projeto é de R$ 400 mil. “As culturas escolhidas para os experimentos foram aquelas cultivadas sob irrigação que poderiam ter um retorno econômico”, explica Paulo Roberto Lopes, pesquisador da Embrapa responsável pelos estudos com novas culturas na região.
Segundo ele, os plantios são feitos nas estações experimentais da Embrapa e em áreas de produtores nos perímetros que manifestam interesse em participar da pesquisa. “O acompanhamento das atividades é feito semanalmente. Visito as áreas experimentais e faço as recomendações técnicas necessárias para promover a produção de frutas nas condições climáticas do vale”, detalha.
O engenheiro agrônomo da Codevasf em Pernambuco, Osnan Ferreira, explica que, atualmente, há 15 produtores nos perímetros de irrigação envolvidos nos experimentos com novas culturas. “As pesquisas ainda estão passando por um processo de validação por parte da Embrapa. Após essa fase, serão repassadas as informações para os demais produtores interessados no plantio em escala comercial”, afirma.
Para viabilizar as ações de pesquisa foi elaborado um projeto de pesquisa pela Embrapa Semiárido, que deve contar com o apoio financeiro do Ministério da Integração Nacional.
Osnan Ferreira ressalta a importância dessas pesquisas. “O vale do São Francisco necessita de mais opções de plantio, uma vez que as atuais culturas já estão com uma área bastante expressiva. As novas culturas também visam ao plantio para as novas áreas que a Codevasf está implantando no vale. A empresa transformou a região e hoje busca a continuidade do seu crescimento”, diz.

Sucesso nas plantações
Os resultados com o plantio de novas culturas no vale do São Francisco obtidos até então têm se mostrado surpreendentes. “Para se ter uma ideia, as variedades de pereira e macieiras que estamos pesquisando necessitam de, no mínimo, 400 horas de frio, com temperatura inferior a 7,2ºC. Aqui no vale do São Francisco não temos nem um minuto sequer com essa temperatura e, no entanto, estamos produzindo maçãs, peras, caquis e outras frutas”, comemora o pesquisador da Embrapa, Paulo Roberto Lopes.
A pereira é um exemplo de cultura com grande potencial econômico para a região, tendo em vista seu forte apelo comercial. O consumo atual da fruta no Brasil é da ordem de 180 mil toneladas por ano, sendo a maioria importada da Argentina, Estados Unidos, Uruguai, Chile e países da Europa. De acordo com os resultados preliminares, a produção da pera no vale pode chegar a cerca de 60 toneladas por hectare, no quarto ano de cultivo, com possibilidade de duas safras por ano. 
A macieira é outra cultura de clima temperado que vem sendo testada no vale do São Francisco. A produção nacional de maçã é de cerca de 1,2 milhões de toneladas por ano, quantidade ainda insuficiente para abastecer o mercado interno, tanto que ainda são importadas mais de 50 mil toneladas. O consumo na região Nordeste tem aumentado nos últimos anos. Um exemplo desse crescimento é o que acontece no Mercado Produtor de Juazeiro (BA), onde são comercializadas em torno de 200 toneladas de maçã por semana. “Com a cultura da macieira estamos conseguindo produções de 20 toneladas por hectare, no terceiro ano de cultivo”, afirma Paulo Roberto.
O caqui, produzido tradicionalmente nas regiões Sudeste e Sul, nos meses de fevereiro a julho, é mais uma opção que tem se revelado promissora nos experimentos com novas culturas. A partir do mês de outubro, a fruta é importada da Espanha e de Israel, custando até seis vezes mais caro para o consumidor. Como alternativa para essa demanda, o projeto está desenvolvendo um sistema de manejo nos caquizeiros com o objetivo de produzir a fruta no período da entressafra e, assim, conseguir preços mais acessíveis. Segundo as pesquisas feitas, a produção de caqui no vale pode alcançar 15 toneladas por hectare.
Fonte:http://www.brasil.gov.br/noticias/arquivos/2012/08/16/novos-cultivos-sao-testado-no-vale-do-sao-francisco

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Vale do São Francisco começa a produzir peras, maçãs e caquis


17/08/2011 17:43 - Portal Brasil
Há quase três décadas Petrolina surpreendeu o mundo da fruticultura ao produzir uva – cultura tipicamente de clima frio – em grande escala, com alta qualidade e em pleno semiárido. Agora a região começa a surpreender novamente, graças aos avanços obtidos com o projeto de integração e avaliação de culturas alternativas para as áreas irrigadas do semiárido brasileiro, desenvolvido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), e financiado pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).
O projeto busca viabilizar alternativas tomando como exemplo culturas já consolidadas no Vale do São Francisco, como uva, manga e goiaba. Os principais alvos das pesquisas são a pera, a maçã e o caqui, além de citros e outras culturas menos comuns como ameixa, rambutã, cacau e oliveira.
Hoje, poucos anos após o início dos estudos, os resultados já começam a surgir. Segundo o coordenador das pesquisas na Embrapa, Paulo Roberto Coelho Lopes, os resultados têm sido muito bons. “Apesar de ainda ser preciso mais tempo para ter um controle relacionado às pragas e melhorar o manejo, essa primeira safra nos campos experimentais já está produzindo excelentes frutos. Por conta do clima da região, com sol praticamente o ano inteiro, a fruta é bastante doce”, informa.
O primeiro a fazer testes com pera, maçã e caqui em área comercial foi Milton Bin, proprietário de lote agrícola no Perímetro Irrigado Senador Nilo Coelho. Foram mil mudas de cada fruto, com previsão de colheita para o final de 2011. “As pereiras já estão florando. Não diziam que era impossível plantar uva aqui? E, no entanto, veja hoje como estamos”, afirma Bin.
Atualmente, 97% da uva brasileira consumida no mundo é colhida nas videiras irrigadas pelas águas do rio São Francisco.
“Estamos caminhando para a validação e em busca de uma maneira de tornar possível duas safras por ano, tanto de maçã quanto de pera. Acredito que estamos no caminho certo”, destaca Paulo Roberto.
Para o superintendente da Codevasf, Luís Eduardo Frota, essa é uma iniciativa histórica.
“É um marco. É a primeira vez em toda a região que estamos produzindo essas culturas em local e escala comercial. Graças aos canais de irrigação poderemos produzir com qualidade mais uma cultura tipicamente de clima temperado. Desde que começamos as pesquisas, já destinamos R$ 1 milhão e 800 mil para esses estudos. Em 2011 serão mais R$ 400 mil, onde totalizaremos mais de R$ 2 milhões.” afirma Frota.
Fonte:
http://www.brasil.gov.br/noticias/arquivos/2011/08/17/vale-do-sao-francisco-comeca-a-produzir-peras-macas-e-caquis

sábado, 10 de agosto de 2013

Arvore Frutífera Bilimbi

Nome popular: bilimbim; biri-biri; limão-de-caiena; azedinha
Nome científico: Averrhoa bilimbi L.
Família botânica: Oxalidaceae
Origem: Ásia.
Bilimbi

Características da planta

Árvore de até 15 m de altura, tronco com casca lisa e escura. Folhas formadas por muitos folíolos, pilosos. Flores pequenas, vermelho-claras, aromáticas, presas aos ramos e tronco.

Fruto

Alongado, levemente sulcado, superfície lisa de coloração verde-amarelada. Polpa amarelo-clara envolvendo 2 sementes, elípticas e brancas. Frutifica de setembro a novembro.

Cultivo

indicada para regiões tropicais
bilimbi é uma fruta muito próxima da carambola. Pouco menor do que esta e um pouco mais esverdeado, o bilimbi difere da outra basicamente por seu formato mais alongado e por apresentar o conhecido aspecto de estrela menos definido. Sua polpa firme e seu suco abundante contem, também como a carambola, altos teores de vitamina C e de ácido oxálico.
Verde ou maduro, ao contrário da carambola, o bilimbi é, quase sempre, considerado muito ácido e amargo para ser comido cru. Processado, salgado ou doce, o bilimbi tem os mesmos usos que a carambola: quando verde, serve para a confecção de conservas em pickles; quando maduro, aplica-se muito bem em receitas de geléias e compotas. Na culinária oriental o bilimbi é, também, bastante empregado como ingredientes no preparo de variados pratos salgados.
Segundo Pio Corrêa, o bilimbi nunca foi encontrado em estado silvestre sendo sua pátria, portanto, desconhecida como a da caramboleira. Supõe-se que ele deva ser originário do sudeste asiático, das ilhas da região da Malásia, onde até hoje é bastante produzida e comercializado.
Esse nome - bilimbi - é, aliás, uma simplificação da nome dado à fruta naquela região - blimbling asem que, por sua vez, é também semelhante ao nome dado à carambola por ali - bimbling manis - onde asem significa amargo, e manis, doce. Em inglês, o bilimbi é conhecido como cucumber tree fluit - significando, literalmente, a fruta da árvore do pepino - talvez uma referência ao fato de seu sabor e de sua aparência lembrarem os de um pequeno pepino.
Na Amazônia, onde se aclimatou muito bem, a bilimbi teria sido introduzido via Caiena, região das Guianas de onde viria o nome limão-de-caiena pela qual também é conhecido.
Fonte: www.bibvirt.futuro.usp.br