domingo, 30 de junho de 2013

Irrigação de Pé de Manga


A escolha do método de irrigação depende principalmente do suprimento de água (quantidade, qualidade e localização) das características do solo (textura, estrutura, profundidade, santidade, drenagem, topografia, erodibilidade), além da viabilidade econômica da mão de obra disponível para irrigação. O sistema de irrigação localizada como microaspersão, no entanto, é o mais comumente usado na mangueira, principalmente pela maior área molhada que o sistema proporciona em relação  ao gotejamento em soloos de textura média a arenosa, além de sua alta eficiência. A maior necessidade de água da mangueira ocorre a partir do período de floração até a fase de colheita, sendo a fase de crescimento de frutos a fase de maior demanda hídrica do ciclo produtivo, espscialmente entre a 4° e a 6°semana após o pega mento dos frutos. A irrigação deve ser evitada na época de diferenciação do broto floral. As irrigações devem ser reiniciadas tão logo haja a emergência das primeiras panículas. O consumo diário da mangueira pode variar de 3,0 mm/dia no inicio da floração, a 5,5mm/dia durante a formação de frutos. O momento ideal para irrigar a mangueira corresponde à situação de estresse da cultura em virtude da redução da disponibilidade de água. Esse momento pode ser detectado sensores de umidade ou potencial de água do solo, como os tensiômetros.
Fonte:  ( livro)Manga – Embrapa –O produtor pergunta e a Embrapa responde


sábado, 29 de junho de 2013

Veja algumas espécies que você pode plantar



Acerola

Arvore de tronco ramificado desde a base. Copa densa com folhas pequenas de coloração brilhante verde-escura. Flores dispostas em cachos de coloração rósea a violeta esbranquiçada
Apresenta fruta carnosa de formato arredondado. Sua superfície lisa repartida em gomos fica de cor vermelho-alaranjada depois de madura. Sua polpa suculenta tem sabor discretamente ácido e aroma semelhante ao da maçã.

Amora
Frutos pendentes, de coloração vermelho-escura, quase preta quando maduro, com polpa na mesma cor comestível.O solo bastante tolerante com relação ao tipo do solo crescer melhor nos úmidos e profundos.Desenvolve-se bem em praticamente todos os climas e regiões do país, mas preferem os climas amenos e temperados.

Goiaba
Árvore cujo tronco tem casca escamante  e avermelhada. Suas folhas são pilosas na face superior quando jovens. E suas flores são brancas e surgem de setembro a novembro. O fruto tem forma ovóide coloração verde –amarelada quando madura e muito aromática. Sua polpa é abundante e envolve muitas sementes, duras e que pequenas. A goiaba surge de  dezembro a março. A goiabeira atinge até 7 metros de altura.
Jabuticaba           

                                                                               
Árvore de folhas avermelhadas (quando jovens) e verdes posteriormente. Suas flores são alvas e surgem diretamente do caule. Floresce duas vezes ao ano: de julho agosto e de novembro a dezembro. O fruto é arredondado, roxo-escuro, com polpa esbranquiçada, adocicada, envolvendo de uma a quatro sementes. Solo tem que ser rico em matéria orgânica. Utilização in natura ou forma de geléia, suco, licor, aguardente, vinho e vinagre.
Maçã
A macieira é uma árvore com tronco de casca parda e lisa e copa arredondada, flores brancas ou róseas e aromáticas. A maçã é um fruto arredondado, de coloração vermelha ou verde, podendo apresentar pequenas manchas esverdeadas ou amareladas.
Manga

É uma árvore de copa densa e frondosa, folhas alternadas pecioladas e flores pequenas, verdes e polígamas. A polpa é carnosa suculenta de cor amarela ou amarela- alaranjada.
Grande, chegando a 30m de altura.
Romã

Arbusto ramoso de folhas opostas, alternantes, o pé de toma se adapta a climas tropicais e subtropicais, até nos semiáridos. São pouco exigentes quanto ao solo. Ela se propaga por sementes, mas como tem polinização cruzada, pode dar tipos diferentes. Elas são plantadas em um compasso de 5x5 a 6x6 m em covas profundas e previamente adubadas.

Guia de plantas em casa-On line Editora.






sexta-feira, 28 de junho de 2013

Amoreira ou Pé de Amora



Morus é o nome de um género de árvores caducas, mais conhecidas por amoreiras, nativas das regiões temperadas e subtropicais da Ásia,África e América do Norte, sendo que a maioria das espécies do género é asiática.
As plantas do género Broussonetia, intimamente relacionado com o Morus, são também vulgarmente conhecidas por amoreiras, nomeadamente a Amoreira de papel (Broussonetia papyrifera).
Trata-se de árvores de porte médio que podem atingir cerca de 4 a 5 metros de altura, possuem casca ligeiramente rugosa, escura e copa grande. As folhas têm coloração mais ou menos verde, com uma leve pilosidade que as torna ásperas. As flores são de tamanho reduzido e cor branco-amarelada. As amoreiras crescem bem em todo o Brasil e Portugal e apresentam crescimento rápido, adaptando-se a qualquer tipo de solo, preferindo os úmidos e profundos. Frutifica de Setembro a Novembro no Brasil, e de Maio a Agosto em Portugal.
As amoras são frutos pendentes, de coloração vermelho-escura, quase preta, quando maduros, com polpa vermelho-escura comestível. A coloração de seus frutos varia de acordo com a espécie à qual pertencem e conforme o seu grau de maturação.
Originárias da Ásia, as amoreiras foram, provavelmente, introduzidas na Europa por volta do século XVII. No Brasil, a amoreira – em especial a negra – cresce bem em toda parte, podendo ser encontrada de forma subespontânea em praticamente todas as regiões do país.
Se a amoreira-branca é a preferida na criação do bicho-da-seda, que se alimenta de suas folhas, a amoreira-negra costuma ser a preferida para o consumo alimentar humano, pelo sabor mais pronunciado de seus frutos que são, também, mais volumosos. Além disso, a amoreira-negra é árvore de características ornamentais pois, apesar de não alcançar muita altura, sua copa, de folhas abundantes, proporciona boa sombra.


Todas as amoras são ricas em vitamina C e caracterizam-se por sua forma típica, gerada a partir do agrupamento de vários e minúsculos frutos que se unem formando uma polpa rica em água e açúcar. As amoras são geralmente consumidas ao natural e podem ser servidas também com creme de chantilly; são igualmente deliciosas quando utilizadas no preparo de tortas, sorvetes, compotas, geléias, doces cristalizados ou em massa, ou transformadas em vinhos, licores e xaropes.


quarta-feira, 26 de junho de 2013

PITANGA: UMA FRUTA ESPECIAL



                                                           Pitanga
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A pitanga, fruto da pitangueira (Eugenia unifloraL.), pertence à família botânica das Myrtaceae. É uma planta frutífera nativa do Brasil, da Argentina e do Uruguai. O seu nome vem da palavra tupi "pyrang", que significa "vermelha". Já era apreciada pelos colonizadores que a cultivavam em suas residências, e de seus frutos produziam doces e sucos, além de utilizarem suas folhas na medicina popular. Apesar de sua origem tropical, seu cultivo já se encontra difundido por diversos países, podendo ser encontrada no sul dos Estados Unidos, nas ilhas do Caribe e em alguns países asiáticos. No Brasil, a região nordeste é a única a explorar comercialmente esta fruta de alto potencial econômico.
A pitangueira frutifica de outubro a janeiro, e existe uma grande variação na coloração da fruta, indo do laranja, passando pelo vermelho, e chegando ao roxo, ou quase preto. As folhas da pitangueira têm conhecidas atividades terapêuticas, tendo sido usadas no tratamento de diversas enfermidades, como febre, doenças estomacais, hipertensão, obesidade, reumatismo, bronquite e doenças cardiovasculares. Tem ação calmante, antiinflamatória, diurética, combate a obesidade e também possui atividade antioxidante. Os extratos da folha da pitangueira, assim como de outras espécies nativas, também apresentam atividade contraTrypanosoma congolense (doença do sono), e moderada atividade bactericida, sobre Staphylococcus aureous e Escherichia coli.Há uma variedade de compostos secundários, ou fitoquímicos, já identificados nas folhas da pitangueira, como flavonóides, terpenos, taninos, antraquinonas e óleos essenciais. No entanto, sobre a fruta da pitangueira existem poucos estudos, identificando somente algumas antocianinas e carotenóides.
Pesquisas mostram que o conteúdo de fitoquímicos é maior em pitangas maduras do que semi-maduras e estes compostos de uma maneira geral estão concentrados na película da fruta, ou seja, na casca, sendo encontrados em menores concentrações na polpa. Para a pitanga, isto não chega a ser um problema já que, geralmente, é consumida sem a retirada da fina casca que protege a polpa.
Muitos estudos demonstram que o consumo de frutas e hortaliças, principalmente as coloridas, trazem benefícios à saúde. No entanto, nenhum mostra a relação do consumo de pitangas e prevenção ou combate de doenças. Neste sentido, a Embrapa Clima Temperado está iniciando um projeto em que a pitanga será estudada quanto ao seu potencial na prevenção de câncer, uma doença crônica não-transmissível. Em trabalhos preliminares, extratos de pitanga de coloração alaranjada foram testados em algumas linhagens de células cancerígenas (câncer cólon-retal, câncer de pulmão, câncer renal, câncer de mama, câncer de ovário), demonstrando redução na proliferação e viabilidade celular.
Neste projeto será focado o câncer de cólon e serão feitos estudos desde a obtenção e estabilização do extrato, até a identificação dos compostos fitoquímicos e estudos em células cancerígenas de cólon e em animais modificados geneticamente para desenvolver o câncer de cólon. Este projeto conta ainda com a parceria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e da Universidade da Carolina do Sul, nos Estados Unidos.

Márcia Vizzotto
Pesquisadora da Embrapa Clima Temperado
Contatos:
 www.cpact.embrapa.br


http://www.todafruta.com.br/noticia/16591/PITANGA%3A+UMA+FRUTA+ESPECIAL

terça-feira, 25 de junho de 2013

Arvores e Mudas Frutíferas de Maçã

A macieira é uma árvore com tronco de casca parda e lisa e copa arredondada, flores brancas ou róseas e aromáticas. A maçã é um fruto arredondado de coloração vermelha ou verde, podendo apresentar pequenas manchas esverdeadas ou amareladas. Possui polpa amarelada e bem suculenta.
Solo: a árvore se adapta a solos silicoargilosos e profundos, com PH entre5,8 e 6,0.
Porte: a macieira pode chegar a até 10m de altura.
  Variedades:
. Maçã - gala: fruta pequena, firme suculenta e doce, com polpa de cor creme.
 .Sua colheita se dá no mês de Fevereiro;
. Maçã - Fuji: com polpa amarelada, firme e muito suculenta e doce, propAaga-se bem em regiões mais frias;
.Maçã-golden; fruta cuja polpa tem cor creme é macia, suculenta e doce e se adapta bem a regiões altas.
Plantio: deve ser feito de junho a setembro.
Clima: prefere clima temperado

Fonte: Guia de plantas em casa

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Arvores Frutiferas de Abiu



Nome Popular: Abiu
Nome Científico: Pouteria caimito (Ruiz et Pavon) Radlk., Sapotaceae

Características Gerais: O abiu é uma das fruteiras nativas da Amazônia mais populares entre os consumidores locais e vem atraindo a atenção do mercado em outras regiões tropicais. Informações sobre a fenologia e produtividade são úteis tanto para o produtor como para o comerciante, para planejar o manejo da plantação e a comercialização dos frutos. Na Amazônia Central, o abiu apresentou três períodos de floração intensa por ano, entre 1980 a 1982 (duas durante a estação chuvosa e uma durante a estação seca), seguida no próximo mês pela frutificação, com variação considerável de planta para planta, de forma que alguns frutos estavam disponíveis durante pelo menos sete meses (abril a outubro). O abieiro floresceu abundantemente em cada período, mas somente 1,4 a 3,0% das flores vingaram, e esta porcentagem aparentemente foi afetada pelo estado nutricional das plantas e por problemas fitossanitários. Nos latossolos pobres em nutrientes da Amazônia Central, o peso dos frutos de abiu variou de 57 a 238 g (média +- d.p.=120 +- 46 g), com 42% de polpa comestível. A produtividade anual foi estimada em +- 7728 kg/planta, equivalente a 21 t/ha no espaçamento de 6x6 m. Os insetos visitantes incluíram possíveis polinizadores e pragas, como a mosca-da-fruta(Anastrepha serpentina). Problemas fitossanitários aumentaram ao longo do período de observações
.


sábado, 22 de junho de 2013

NOSSA MUDAS DE ARVORES FRUTIFERAS...




NOSSO JARDIM TEM MAIS VIDA COM MUDAS FRUTIFERAS ELAS HARMONIZAM O VERDE REPRESENTADO FIRMAMENTE PELA NATUREZA JUNTA COM O AROMA DOS FRUTOS E A COMBINAÇÃO DAS CORES ENTRE FRUTOS, FOLHAS E FLORES. É A OPORTUNIDADE ÚNICA DE SONHO EM POSSUIR UMA ARVORE FRUTIFERAS DENTRO DE UM PEQUENO ESPAÇO. EXISTEM MUITAS PESSOAS QUE ATRAVES DESTE METODO PODE ESCOLHER UMA ESPÉCIE FRUTIFERA DE SUA ESCOLA E ESTAR COLOCANDO EM SEU JARDIM INTERNO, VARANDAS, OU ATÉ MESMOS PEQUENOS QUINTAIS E CULTIVÁ-LAS EM VASOS. É NECESSARIO QUE A RAIZ DAS MUDAS ESTEJAM BEM ACOMODADAS NOS VASO OU SEJA, QUE O RECEPIENTE TENHA O TAMANHO ADEQUADO PARA CRESCIMENTO E PRODUÇÃO. VOCÊ PODERÁ LEVAR O JARDIM PARA SUA CASA ALÉM DE CRIAR UM MICRO ECOSISTEMA EM SUA CASA.

Fonte: Viveiro de Mudas floresta





sexta-feira, 21 de junho de 2013

CALABURA: CARACTERÍSTICAS GERAIS DE UMA FRUTÍFERA TROPICAL

Popularmente conhecida na região Nordeste como pau de seda ou calabura (Muntingia calabura L.) é uma espécie frutífera da família Tiliaceae, nativa da América tropical (do México à Colômbia) encontra-se amplamente distribuída pelo Brasil. A planta tem altura em torno de 14 m e caule de aproximadamente 20 cm de diâmetro, sua copa apresenta-se achatada e esparramada com longos ramos. Quando jovem o caule e os ramos possuem coloração escura com traços brancos. As flores são brancas com 2 cm de diâmetro, possuindo 5 sépalas e 5 pétalas, dispostas em cimeiras, com número livres de estames. O fruto é pequeno, do tipo baga arredondada e plurilocular de cor vermelha e com várias sementes por fruto, sendo sua colheita realizada geralmente, na primavera e início do verão. Os frutos (Fig. 1 e 2) são comestíveis, adocicados e ricos em vitamina C, ferro, cálcio, além de ser utilizada para a alimentação da ave-fauna, especialmente peixes (MARTINS et al., 2002).
O peso médio dos frutos é de 1,42g, com composição de aproximadamente: 4,69% de cinzas, 13,88% de fibras brutas, 7,81% de proteína bruta e 5,7% de gordura bruta, além de 95,3% de matéria orgânica total e 67,89% de extrato de nitrogênio livre (Rahman et al., 2010).
Descobertas recentes sugerem alta capacidade antioxidante, inibição da atividade de peroxidação lipídica, além de ser um potente agente de clareamento de pele, provavelmente, decorrente da presença de compostos fenólicos, tornando-se candidato apropriado para correção de distúrbios de hiper-pigmentação (Balakrishnan et al., 2011), além de atividade cardioprotetora (Nivethetha et al., 2009). Extratos da planta são usados na medicina popular nordestina por possuir propriedades anti-bacterianas (RAMOS et al., 2009), apresentando atividade em extratos foliares para o controle de Corynebacterium diphtheria, Proteus vulgaris, Staphylococcus epidermidis e Aeromonas hydrophila (ZAKARIA et al., 2006) e Staphylococcus aureus(ZAKARIA et al., 2010),causadores de doenças como: difteria, cistite, infecções urinárias e gastroenterite, dentre outras.
Usualmente, adota-se para o cultivo, o espaçamento de 6 x 8 m, sendo seu crescimento rápido. Da planta é extraída uma madeira leve, firme, clara, fácil de ser trabalhada, que não empena e adquire lustro no acabamento, se prestando para o fabrico de tonéis (MARTINS et al., 2002).
A planta pode ser utilizada como ornamental, além do processo de restauração de áreas degradadas e que necessitam de sombreamento (MARTINS et al., 2002), sendo caracterizada com uma espécie pioneira, normalmente, multiplicada por sementes. Morcegos e periquitos são os principais dispersores das sementes de M. calabura e a maior atenção dessas espécies, ocorrem no período de pico de frutificação, tendo a germinação do embrião das sementes, acumuladas no solo da floresta, relativamente alta em áreas com alta atividade de animais frugívoros (Fleming et al., 1985). Figueiredo et al. (2008) revelaram que a planta é autocompatível e apresenta autopolinização espontânea, com flores visitadas por abelhas e frutos consumidos por morcegos e aves, em geral. Bredt et al. (2002) revelaram que a calabura sofre visitação de morcegos fitófagos, principalmente das espéciesArtibeus lituratus, Glossophaga soricina e Platyrrhinus lineatus, na região central do Brasil.
A germinação do embrião das sementes é rápida e elevada, sendo um vegetal altamente reprodutível sob cultivo, com possibilidade de ser uma opção para inclusão em reflorestamento urbano. Contudo, as características reprodutivas colocam a espécie como potencial e importante planta invasiva na região sudeste brasileira (Figueiredo et al., 2008).
Lopes et al. (2002) mostraram que, praticamente todas as sementes de calabura germinaram com temperatura alternada de 20-30ºC em areia e papel, utilizados como substrato. Também, pré-tratamentos de sementes embebidas com solução de cal (CaO) a 0,025 g/mL, durante cinco minutos, além de nitrato de potássio (KNO3) a 0,2%,  melhoraram a capacidade germinativa das sementes com mucilagem. Há necessidade de luz para germinação das sementes da planta, sendo favorecida por dias longos, corroborando por tratar-se de uma espécie pioneira (Leite; Takaki, 2001).
REFERÊNCIAS
Balakrishnan, K. P.; NARAYANASWAMY, N.; DURAISAMY A. Tyrosinase inhibition and anti-oxidant properties ofMuntigia calabura extracts: In vitro studies. International Journal of Pharma and Bio Sciences, v. 2, n. 1, p. 294-303, 2011. 
BREDT, A.; UIEDA, W.; PINTO, P. P. Visitas de morcegos fitófagos a Muntingia calabura L. Muntingiaceae) em Brasília, Centro-Oeste do Brasil. Revista Brasileira de Zoociências, Juiz de Fora,v. 4, n. 1, 2002, p. 111-122.
FIGUEIREDO, R. A.; OLIVEIRA, A. A.; ZACHARIAS, M. A.; BARBOSA, S. M.; PEREIRA, F. F.; CAZELA, G. N.; VIANA, J. P.; CAMARGO, R. A. Reproductive ecology of the exotic tree Muntingia calabura L. (Muntigiaceae) in southeastern Brazil. Revista Árvore, Viçosa-MG, v.32, n.6, p.993-999, 2008.
FLEMING, T. H.; WILLIAMS, C. F.; BONACCORSO, F. J.; HERBST, L. H. Phenology, seed dispersal, and colonization in Muntingia calabura, a neotropical pioneer tree. American Journal of Botany, v.. 72, n. 3, p. 383-391, 1985.
Leite, I. T. A.; Takaki, M.Phytochrome and Temperature Control of Seed Germination in Muntingia calabura L. (Elaeocarpaceae). Brazilian Archives of Biology and Technology, v. 44, n. 3, p. 297?302, 2001.
MARTINS, L.; COUTINHO, E. L.; PANZANI, C. R.; XAVIER, N. J. D. Fruteiras nativas do Brasil e exóticas.Campinas, CATI, 2002, 112 p.
Nivethetha, M.; Jayasri, J.; Brindha, P. Effects of Muntigia calabura L. on isoproterenol-induced myocardial infartion.Singapore Medical Journal, v. 50, n.3, p. 300-302, 2009.
LOPES, J. C.; PEREIRA, M. D.; MARTINS-FILHO, S. Germinação de sementes de calabura(Muntingia calabura L.).Revista Brasileira de Sementes, v. 24, n. 1, p.59-66, 2002.
Rahman, m.; FAKIR, S. A.; Rahman, M. fruit growth of China berry (Muntigia calabura). Botany Research International, v. 3, n.2, p. 56-60, 2010.
RAMOS, S. C. S.; OLIVEIRA, J. C. S.; CÂMARA, C. A. G.; CASTELAR, I.; CARVALHO, F. F. U.; LIMA-FILHO, J. V. Antibacterial and cytotoxic properties of some plant crude extracts used in Northeastern folk medicine. Brazilian Journal of Pharmacognosy, v. 19, n. 2A, p. 376-381, 2009.
ZAKARIA, Z. A.; FATIMAH, C. A.; MAT JAIS, A. M.; ZAITON, H.; HENIE, E. F. P.; SULAIMAN, M. R.; SOMCHIT, M. N.; THENAMUTHA, M.; KASTTHURI, D. The in vitro antibacterial activities of Muntigia calabura extracts.International Journal of Pharmacology, v. 2, n. 4, p. 439-432, 2006.
Zakaria, z. a.; Sufian, A. S.;  Ramasamy, K.; Ahmat, N.;  Sulaiman, M. R.;  Arifah, A. K.;  Zuraini, A.; Somchit, M. N.In vitro antimicrobial activity of Muntingia calabura extracts and fractions.African Journal of Microbiology Research, v. 4, n. 4, p. 304-308, 2010.



quinta-feira, 20 de junho de 2013

Classificação das plantas frutíferas






                              José Carlos Fachinello & Jair Costa Nachtigal
A maioria dos frutos é o resultado do desenvolvimento do ovário da flor após a fecundação, originando, assim, as sementes. Algumas frutas, porém, resultam do amadurecimento do ovário mesmo sem fecundação, produzindo frutos partenocárpicos, como é o caso da banana, do abacaxi e de algumas cultivares de uvas e citros.
            Na Tabela 4 são apresentadas as principais espécies frutíferas cultivadas com o respectivo nome científico, nome da família e sub-família
            As plantas frutíferas podem ser classificadas de diferentes formas, as principais são quanto ao clima, hábito vegetativo e tipo de fruto.
Quanto ao clima
            a) Frutíferas de clima temperado - as principais características apresentadas por essas plantas são:
            - Hábito caducifólio;
            - Um único surto de crescimento;
            - Necessidade de frio com temperaturas £ 7,2°C, para superação do estádio de repouso vegetativo;
            - Maior resistência às baixas temperaturas;
            - Necessidade de temperatura média anual entre 5 e 15°C para crescimento e desenvolvimento.
            As principais plantas frutíferas de clima temperado são pessegueiro, macieira, pereira, videira, ameixeira, marmeleiro, quivi, cerejeira, nogueira-pecan, entre outras.

Tabela - Principais frutíferas cultivadas e nativas que produzem frutas comestíveis
NOME COMUM
NOME CIENTÍFICO
FAMÍLIA
SUB-FAMÍLIA

FRUTAS COM SEMENTES
Macieira
Pereira
Marmeleiro
Nêspera-japonesa
Nêspera-comum
Malus domestica
Pyrus communis
Cydonia oblonga
Eryibotria japonesa
Mespilus germanica
Rosácea
Rosácea
Rosácea
Rosácea
Rosácea
Pomoidea
Pomoidea
Pomoidea
Pomoidea
Pomoidea

FRUTAS COM CAROÇO
Pessegueiro
Nectarineira
Ameixeira japonesa
Ameixeira européia
Damasqueiro
Amendoeira
Prunus persica
Prunus persica var.Nucipersica
Prunus salicina
Prunus domestica
Prunus armeniaca
Prunus amygdalus
Rosácea
Rosácea
Rosácea
Rosácea
Rosácea
Rosácea
Prunoidea
Prunoidea
Prunoidea
Prunoidea
Prunoidea
Prunoidea

FRUTAS COM SEMENTES CARNOSAS
Romãzeira
Punica granatum
Punicácea


FRUTAS EM BAGAS
Videira européia
Videira americana
Groselheira
Quivizeiro
Vitis vinifera
Vitis labrusca
Ribes grossularia
Actinidia deliciosa
Vitácea
Vitácea
Saxifragácea
Actinidácea


Ribesoidea

FRUTAS EM ESPIRÍDIO
Laranja doce
Limoeiro
Tangerineira
Cidreira
Laranja azeda
Toranja
Citrus sinensis
Citrus limon
Citrus reticulata
Citrus medica
Citrus aurantium
Citrus grandis
Rutácea
Rutácea
Rutácea
Rutácea
Rutácea
Rutácea
Auranteoidea
Auranteoidea
Auranteoidea
Auranteoidea
Auranteoidea
Auranteoidea

FRUTAS AGREGADAS
Framboesa
Rubus spp.
Rosácea
Rosoidea

FRUTAS COMPOSTAS
Figueira
Amoreira branca
Amoreira-preta
Ficus carica
Morus alba
Morus nigra
Morácea
Morácea
Morácea
Artocarpoidea
Moroidea
Moroidea

FRUTAS SECAS
Nogueira européia
Nogueira americana
Castanheira
Juglans regia
Carya illinoensis
Castanea sativa
Jungladácea
Jungladácea
Fagácea
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FRUTAS TROPICAIS E SUBTROPICAIS
Bananeira
Abacaxizeiro
Mangueira
Mamoeiro
Maracujazeiro
Goiabeira
Abacateiro americano
Abacateiro antilhano
Abacateiro guatemalense
Caquizeiro
Musa spp.
Ananas comosus
Mangifera indica
Carica papaya
Passiflora edulis
Psidium guajava
Persea americana
Persea americana
Persea nubigena
Diospyrus kaki
Musácea
Bromeliácea
Anacardiácea
Caricácea
Passiflorácea
Mirtácea
Laurácea
Laurácea
Laurácea
Eberácea
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FRUTAS NATIVAS COMESTÍVEIS
Quaresmeira
Araticum
Jabuticabeira
Guabiju
Cerejeira
Uvalheira
Pitangueira
Guabirobeira
Guamirim
Goiabeira serrana
Araçazeiro
Sete capotes
Amoreira
Butiazeiro
Ingazeiro
Pinheiro brasileiro
Rollinia exalbida
Rollinia regulosa
Myrciaria jaboticaba
Myrcianthes pungens
Eugenia involucrata
Eugenia uvalha
Eugenia uniflora
Campomanesia rhombea
Myrcia bombycina
Feijoa sellowiana
Psidium cattleyanum
Campomanesia guazumifolia
Rubus spp
Butia capitata
Inga uruguensis
Araucaria angustifolia
Anonácea
Anonácea
Mirtácea
Mirtácea
Mirtácea
Mirtácea
Mirtácea
Mirtácea
Mirtácea
Mirtácea
Mirtácea
Mirtácea
Rosácea
Palmácea
Leguminosácea
Araucariáceas
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Frutíferas de clima subtropical - as principais características apresentadas por essas plantas são:
            - Nem sempre apresentam hábito caducifólio;
            - Mais de um surto de crescimento;
            - Menor resistência a baixas temperaturas;
            - Pouca necessidade de frio no período de inverno;
            - Necessidade de temperatura média anual de 15 a 22°C.
            As principais frutíferas de clima subtropical são as plantas cítricas, abacateiro, caqui, jabuticaba, nespereira, entre outras.
             Frutíferas de clima tropical - as principais características apresentadas por essas plantas são:
            - Podem apresentar mais do que um surto de crescimento;
            - Apresentam folhas persistentes;
            - Não toleram temperaturas baixas;
            - Necessidade de temperatura média anual entre 22 e 30°C.
            As principais frutíferas de clima tropical são bananeira, cajueiro, abacaxizeiro, mamoeiro, mangueira, maracujazeiro, coqueiro da bahia, entre outras.

  Quanto ao hábito vegetativo
            a) Arbóreas - apresentam grande porte e tronco lenhoso. Exemplos: mangueira, abacateiro, nespereira, jaqueira e nogueira-pecan.
            b) Arbustivas - apresentam porte médio e caule menos resistentes. Exemplos: figueira, amoreira, mamoeiro e romãzeira.
            c) Trepadeiras - apresentam caule sarmentoso e provido de gavinhas. Exemplos: videira, maracujazeiro e quivi.
            d) Herbáceas - apresentam porte baixo, rasteiras ou com pseudo-caules. Exemplos: bananeira, morangueiro e abacaxizeiro.

  Quanto ao tipo de fruta
            a) Frutas com sementes - maçã e pêra
            b) Frutas com caroços - pêssego e ameixa
            c) Frutas com sementes carnosas - romã
            d) Frutas em bagas - uva, groselha e quivi.
            e) Frutas em espirídio - citros
            f) Frutas agregadas - framboesa
            g) Frutas compostas - figo
            h) Frutas secas – noz pecan e pistáchio.
            i) Frutas tropicais e subtropicais - banana e abacaxi
   j) Frutas nativas comestíveis - araçá, pitanga, araticum