quinta-feira, 18 de abril de 2013

Arvores Frutiferas de Caqui




Caqui

Diospyros Kaki L. F.

Frutífera da família Ebenaceae de origem asiática, cujas folhas caem no outono-inverno. Suas plantas são arbóreas, rústicas, produtivas e de alta capacidade de adaptação climática. Em agosto, as plantas brotam e florescem abundantemente.

A produção de caquis destina-se, na quase totalidade, ao consumo in natura, no mercado interno, porém com boas perspectivas de exportação. Os frutos prestam-se também ao aproveitamento industrial-artesal, em forma de passa e de vinagre.

Cultivares: tipo taninoso – Taubaté, Pomelo (IAC 6-22), Kaoru (IAC 13-6), Rubi (IAC 8-4), Regina (IAC 2-4), Coral (IAC 158-12) e IAC 158-19; tipo variável – Rama Forte, Giombô e IAC 4-18; tipo doce – Fuyu, Jirô, Fuyuhana (IAC 152-7), Fuyutian (IAC (IAC 152-33) e a seleção IAC 152-32.

Mudas e plantio: utilizar mudas de raízes nuas, enxertadas sobre cavalos oriundos de sementes de caqui comum. Em terras úmidas e fracas, adotar D. virginiana espécie de caquizeiro norte-americano como porta-enxerto.

Época de plantio: junho a julho.

Espaçamento (básico): 7 x 5m; para caqui não-taninoso: 6 x 4m.

Mudas necessárias: 285/ha; para caqui não-taninoso: 410/ha.

Controle da erosão: plantio em nível ou cortando as águas, patamares ou banquetas, em terrenos mais declivosos, capinas em ruas alternadas, roçadeira na época das águas e cobertura morta sob as plantas.

Calagem e adubação: de acordo com a análise do solo, aplicar o calcário para elevar a saturação por bases a 70%. Aplicar o corretivo em todo o terreno, antes do plantio ou mesmo durante a exploração do pomar, incorporando-o por meio de aração e gradagem.

Adubação de plantio: aplicar, na cova, 2kg de esterco de galinha ou 10kg de esterco de curral bem curtido, 1kg de calcário magnesiano, 160g de P2O5 e 60g de K2O, pelo menos 30 dias antes do plantio. Em cobertura, a partir do início da brotação das mudas, aplicar ao redor da planta, 60g de N, em quatro parcelas de 15g, de dois em dois meses.

Adubação de formação: de acordo com a análise de solo, e por ano de idade, aplicar 20 a 60 g/planta, de cada um dos nutrientes: N, P2O5 e K2O, sendo a de N em quatro parcelas, de dois em dois meses, a partir do início da brotação.

Adubação de produção: no pomar adulto, a partir do 8º ano e conforme a análise de solo e a meta de produtividade, aplicar anualmente, 2 t/ha de esterco de galinha, ou 10 t/ha de esterco de curral bem curtido, e 70 a 200 kg/ha de N, 20 a 120 kg/ha de P2O5 e 20 a 140 kg/ha de K2O. Após a colheita, distribuir esterco, fósforo e potássio, na dosagem anual, em coroa larga, acompanhando a projeção da copa no solo e, em seguida, misturá-los com a terra da superfície. Dividir o nitrogênio em quatro parcelas, aplicadas em cobertura de dois em dois meses, a partir do início da brotação.

Irrigação: aconselhável nas estiagens; empregar em substituição parcial, cobertura morta sob as plantas.

Outros tratos culturais: capinas, podas de formação e de limpeza, e desbaste dos frutos. Nos caquis doces, efetuar, quando viável, o ensacamento dos frutos contra a mosca-das-frutas.

Controles de pragas e doenças: no inverno – calda sulfocálcica concentrada e caiação do tronco; na vegetação – fungicidas oxicloreto de cobre, ziram e calda bordalesa e inseticidas fenthion, parathion methyl, trichlorfon e fenitrothion.

Colheita: fevereiro a maio, conforme cultivar e região; safras comerciais a partir do 4º ano de instalação do pomar; colheita manual de frutos no estádio de vez.

Produtividade normal: 15 a 35t/ha de frutos em pomares adultos e racionalmente conduzidos.


Fonte: Boletim, IAC, 200, 1998

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