domingo, 21 de abril de 2013

Arvores Frutiferas Coqueiro


Coco
Cocos nucifera L.

O coqueiro-da-baía pertence à família botânica Palmae. Provavelmente originário do Sudeste Asiático, foi trazido para o Brasil pelos portugueses em 1553. Embora seja planta de regiões tropicais com elevadas precipitações, alta temperatura e luminosidade com a maioria das plantações comerciais concentrada no litoral nordeste do País, é possível cultivá-lo no interior, ao norte do Trópico de Capricórnio.

Todas as partes da planta têm utilidade para o homem: a casca do fruto (mesocarpo) é empregada na confecção de cordas, sacos, capachos, isolantes térmicos etc.; o palmito, na alimentação humana; as folhas, em coberturas de habitações simples; e a polpa e água do fruto consumidas ao natural ou industrializadas. Aproximadamente 85% da produção nacional são comercializados como coco seco: a metade é para uso culinário (polpa in natura) e o restante é industrializado, obtendo-se uma série de produtos como leite, sabão, óleo etc. Cerca de 15% da produção é consumida ainda verde para extração de água que também é industrializada.

Cultivares: porte alto, para uso industrial ou doméstico – gigante (comum); porte baixo, para extração de água – anões (vermelho, verde e amarelo); híbridos.

Clima e solo: planta tipicamente tropical, exige precipitação (chuvas) anual superior a 1.500mm bem distribuída ao longo do ano e alta luminosidade. A temperatura média ideal é de 27ºC, com mínimas superiores a 18ºC. Nos plantios jovens, geadas podem ser fatais. Os solos mais indicados são os leves, profundos e bem drenados. Evitar plantio em solo compacto.

Práticas de conservação do solo: plantar em nível, capinar ruas alternadas, utilizar culturas de cobertura entre as fileiras de plantas, caso não sejam feitas culturas intercalares manter o solo coberto na época das chuvas, manejando a vegetação espontânea com roçadeira ou herbicidas. Áreas com declividade superior a 6% devem ser terraceadas; em inclinações superiores a 15%, associar outras práticas como patamares ou banquetas.

Plantio: empregar mudas produzidas a partir de sementes selecionadas. Evitar o ressecamento das raízes ao transplantá-las para o local definitivo. Transplantar as mudas no início da estação chuvosa e irrigá-las se houver estiagem. Os cuidados com as mudas de cultivares anões devem ser redobrados devido à sua menor rusticidade.

Espaçamento: dispor as plantas em triângulo com 7,5 x 7,5 x 7,5m para cultivares anões e 9 x 9 x 9m para os de porte alto.

Mudas necessárias: 205 por hectare para cultivares anões e 143 por hectare para os gigantes.

Covas: 60 x 60 x 60cm, preparadas no mínimo um mês antes do plantio para fermentação da adubação orgânica.

Calagem e adubação: elevar o índice de saturação por bases para 60%, usando sempre calcário dolomítico na dose indicada pela análise de solo e aplicado em toda área.

Adubação de plantio: adubar a cova de plantio com restos fibrosos de vegetais misturados com terra da superfície, 0,5kg de calcário dolomítico, 1kg de fosfato natural e 180g de K2O.

Adubação de formação e produção: até os três anos, aplicar anualmente 200g de N, 100 a 200g de P2O5 e 150 a 300g de K2O por planta; do 4º ao 6º ano, 500g de N, 300 a 500g de P2O5 e 300 a 600g de K2O por planta; do 7º ano em diante, a dose de N será de 600g e a de K2O de 400 a 800g por planta; a dose de P2O5 deverá ser gradualmente diminuída (a cada ano aplicar 20% a menos que o aplicado no ano anterior). O coqueiro responde positivamente à aplicação de cinzas, palhas e adubos orgânicos. A dose anual de fertilizantes (especialmente N e K) deve ser fracionada em três vezes durante a estação das chuvas.

Controle de pragas e doenças: lagarta-das-folhas: localizar a presença das lagartas (fezes no chão e desfolha), catar manualmente os ninhos e destruí-los, caso necessário, aplicar lagarticida; broca-do-tronco: esmagar a larva dentro da galeria no caule, eliminar plantas atacadas, evitar ferimentos no caule; broca-do-olho-do-coqueiro: eliminar plantas atacadas, usar iscas de pedaços de caule tratados com inseticida; ácaros: pulverizar acaricidas.

Outros tratos culturais: manter o coqueiro limpo por meio de roçadas nas entrelinhas e coroamento com raio de 0,5m para plantas jovens e de 2m para plantas adultas.

Colheita: os frutos são colhidos durante o ano todo, a partir do 3º ano com cultivares anões e do 7º com os gigantes. Colher os frutos verdes para extração de água e maduros para consumo da polpa seca.

Produtividade normal: cultivares anões – acima de 100 frutos/planta/ano; gigantes – 30 a 50 frutos/planta/ano;

Culturas intercalares: culturas anuais de baixo porte, como feijão, amendoim ou soja durante a formação do coqueiral; evitar o sombreamento e a competição excessiva por água, deixando uma faixa limpa entre a cultura intercalar e os coqueiros.

Comercialização: os frutos podem ser comercializados verdes para extração de água ou maduros para consumo da polpa ao natural ou industrializada. Após a colheita, o fruto maduro se conserva por mais tempo que o verde, que deve ser prontamente comercializado.

Fonte: Boletim, IAC, 200, 1998.

Um comentário: