terça-feira, 30 de abril de 2013

Arvores Frutíferas - Fruta do Conde


Fruta-do-conde

Pinha ( Fruta-do-conde )

Origem

Antilhas, sendo introduzida no Brasil pela Bahia pela Conde Miranda, daí o fato de ser conhecida como “Fruta do Conde”

Outros nomes

Ata, Pinha, Condessa , Cabeça-de-Negro. Pertence à família da GRAVIOLA

Características

O fruto é meio redondo, com várias saliências elevadas; à medida que vai amadurecendo, essas saliências mudam de cor, passando do verde claro para o verde meio cinzento. A polpa tem gomos, as sementes são compridas, de cor preta brilhante, cobertas por uma massa doce, macia , perfumada e muito saborosa

Dicas para comprar

Prefira as que tenham coloração verde-clara, quando for consumi-la imediatamente. Não compre as que estiverem escuras, rachadas, moles e/ou mofadas. Se preferir comprar ainda verdes, guardar para amadurecer e consumir depois, deixe-as em local arejado, longe da luz natural ; se quiser que amadureçam mais rapidamente, embrulhe-as em jornal até que fiquem macias.

Dicas para consumir

Ao natural , em sucos, doces, purês (para usar em pratos salgados), sorvetes, musses, suflês , etc. uma boa dica é usar uma pequena colher , afastando as sementes. Para preparar pratos , use uma peneira, a fim de separar as sementes da polpa. Se preferir usar o liquidificador , é preciso ligar e desligar alternadamente, pois poderá esmagar as sementes, o que deixaria a preparação amarga.

Composição

É uma excelente fonte de vitamina C, tem complexo B, é rica em açúcares, vitaminas e sais minerais.

Indicações Terapêuticas

Anemia
Pela sua riqueza em vitamina C, pode ser combinada com alimentos que contêm ferro ;
Caspa
Misturar as sementes (depois de maceradas) com álcool e aplicar no couro cabeludo;
Cãibras
Ingerir o chá preparado com as folhas , deixadas em infusão;
Fonte: www.paty.posto7.com.br

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Arvores Frutíferas Bacu Pari


NOME INDIGENA: BACURÍ-PARI vem do tupi guarani e significa “fruta que cai” e o adjetivo PARI – o que cerca, pelo fato de os índios o cultivarem para cercar suas roças. Também recebe o nome de Bacuri de Bico, Bari-pari e Bacupari-açú.


Origem: Encontrado na floresta de terra firme da floresta Amazônica, podendo aparecer também nas várzeas alagáveis de pequenos rios, podendo ser encontrada no Mato Grosso do Norte, no Amazonas e no Pará, Brasil. Mais informações no link: http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2012/index?mode=sv&group=Root_.Angiospermas_&family=Root_.Angiospermas_.Clusiaceae_LINDL&genus=Garcinia+&species=&author=&common=&occurs=1&region=&state=&phyto=&endemic=&origin=&vegetation=&last_level=subspecies&listopt=1

Características: arvore de médio porte atingindo 5 a 10 m de altura quando em pleno sol; mais no interior da mata cresce até 20 m de altura. A copa em pleno sol se torna densa, com formato piramidal. O tronco é cilíndrico, de cor marrom esverdeada quando jovem, passando a ficar castanho amarronzado quando envelhece, este tem 15 a 40 cm de diâmetro. As folhas são opostas, simples, coriáceas (de textura grossa), oblongo-lanceolada (mais longa que larga e com ponta com forma de lança) presa ao caule sob pecíolo (haste ou suporte) de 1 a 2 cm de comprimento e canaliculado (semelhante a calha). A lamina mede de 16 a 25 cm de comprimento por 4 a 12 cm de largura, a base é cuneada (forma de cunha) e o ápice é agudo (terminando em ponta fina). As flores surgem em fascículos (pequeno feixe) com 4 a 24 flores, sob pedicelo (haste de suporte) de 1,5 a 3,5 cm de comprimento. Cada flor mede 1 cm de diâmetro quando aberta, contem cálice (invólucro externo) reduzido a 2 sépalas membranáceas de 2 a 3 mm de comprimento e corola (invólucro interno) com 4 a 5 pétalas livres, creme esbranquiçadas, reflexas (voltadas para a base) de 5 a 6 mm de comprimento por 3 a 4 mm de largura. Os frutos são bagas de 4 a 7 cm de comprimento por 3,5 a 4,5 cm de largura, com formato piriforme contendo polpa branca envolvendo 1 ou 2 sementes alongadas.

Dicas para cultivo: É de fácil adaptação aos mais variados tipos de solo e climas, e por isso pode ser cultivado em todo o território brasileiro. Aprecia temperaturas medias de 16 a 32 graus para uma boa safra de frutos. No Sito Frutas Raras temos uma variedade adaptada e resistente a geadas de até -1 grau, cujos frutos são bem doces. Pode ser cultivado em solos argilosos de áreas inundáveis (plintossolo), em terra roxa ou vermelha de alta fertilidade (nitossolo ou latossolo) e solos brancos ou arenosos de rápida drenagem (argissolo); estes devem ter pH entre 5,5 a 7,0, sendo o nível de 6,0 ideal para cultura comercial e produção de frutos mais doces. As chuvas devem ser bem distribuídas e com uma estação seca de pelo menos 90 dias. Começa a frutificar com 5 a 6 anos após o plantio.

Mudas: As sementes são alongadas e recalcitrantes (perdem o poder germinativo rapidamente), por isso devem ser plantadas (escolher sempre as maiores) logo que retiradas da polpa. O substrato de germinação deve ser feito de 50% de terra de superfície + 50 % de matéria orgânica bem curtida. As sementes germinam com 40 a 75 dias, com índice de germinação de 90%. Convém plantar uma semente diretamente em embalagem individual com 30 cm de altura e 15 cm de largura contendo substrato já indicado. Manter os sacos plantados em sombreamento de 50% até atingirem 20 cm, quando devem ser transferidas para o sol pleno. As mudas crescem lentamente, ficando com 35 cm aos 15 meses de vida, quando já podem ser plantadas no local definitivo.

Plantando: O espaçamento em pleno sol ou na sombra deve ser de no mínimo 5 x 5 m entre plantas. As covas devem ter 50 cm nas 3 dimensões e ser preparadas com 3 meses de antecedência, adicionando aos 30 cm da terra da superfície 4 kg de composto orgânico bem curtido, 50g de farinha de osso e 1 kg de cinzas de madeira que tem potássio e beneficiará o crescimento. O plantio deve ser feito no inicio das chuvas em outubro a dezembro. Nos primeiros 3 meses convém fazer uma irrigação com 10 l de água a cada 15 dias.

Cultivando: Não é exigente a irrigações freqüentes, mais requer que a coroa de onde foi plantada tenha cerca de 10 cm de cobertura morta (capim seco) para manter a umidade. Fazer podas de limpeza e formação no inverno eliminando os ramos que brotarem na base do tronco e os galhos cruzados ou voltados para o interior da copa. A adubação é feita com 500 g de cinza ou 150 g de cloreto de potássio no inicio da floração beneficia a circulação da seiva da planta e evita as pipocas ou bolhas na casca do fruto. Nos meses de novembro faz-se a adubação orgânica de 6 kg de composto orgânico bem curtido, abrindo-se valas de 06 cm de largura, 30 cm de profundidade e 1 m de comprimento na projeção da copa.

Usos: Frutifica nos meses de janeiro a março. Os frutos são muito doces, refrescantes e com polpa translúcida e gelatinosa, próprios para consumo in-natura. A árvore é de belo efeito ornamental e não podem faltar no pomar de sua chácara ou fazenda e também estar presente em projetos de revegetação permanente.
Fonte:
http://colecionandofrutas.org/garciniamacrophylla.htm

domingo, 28 de abril de 2013

Arvores Frutíferas Pequi


Divisão: Magnoliophyta (Angiospermae)

Classe: Magnoliopdida (Dicotiledonae)

Ordem: Guttiferales

Família: Caryocaraceae

Nome Científico: Caryocar brasiliense Camb.

Nomes Populares: Pequi (MG, SP); Piqui (MT); Piquiá-bravo; Amêndoa-de-espinho, Grão-pequiá; Pequiá-pedra; Pequerim; Suari; Piquiá.

Ocorrência: Cerradão Distrófico e Mesotrófico, Cerrado Denso, Cerrado, Cerrado Ralo e Mata Seca.

Distribuição: Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Piauí, Rio de Janeiro, São Paulo, Tocantins.
Em Minas Gerais, o fruto é encontrado em maiores quantidades na região de Montes Claros, no norte do Estado (revista.fapemig.br/11/pequi). No Estado de Goiás a espécie é protegida por lei (Código Florestal do Estado de Goiás), mas vem sendo dizimada, principalmente, nas áreas de expansão agrícola.

O pequizeiro (Caryocar brasilliense Camb.) é uma árvore típica do cerrado brasileiro e, com certeza, uma das com maior valor econômico na região, ou seja, com um alto grau de aproveitamento, não só pelos seus frutos, mas pela árvore, como um todo. O fruto é chamado de pequi que, em língua indígena da região, significa “casca espinhenta”.

A família à qual pertence o pequizeiro tem dois gêneros e mais de uma dezena de variedades, que podem ser encontradas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. A variedade mais comum no cerrado do Centro-Oeste pode chegar a 10m de altura e, por esta razão, é uma das maiores árvores do cerrado brasileiro, que apresenta uma vegetação predominantemente rasteira. Entretanto, é comum encontrarmos, nessa região, pequizeiros de pouco mais de 1 m de altura.

Na região Norte, entretanto, podemos encontrar variedades muito maiores, com árvores de mais de 20 m de altura e um diâmetro que pode chegar até 5 m (www.ruralnews.com.br/agricultura/frutas/pequi).

Segundo Almeida et al., (1998), a floração ocorre de agosto a novembro (chuvas) com pico em setembro, mas ocasionalmente em outras épocas após as chuvas ou roçados. A frutificação ocorre de novembro a fevereiro.

Em cerrados, normalmente roçados para facilitar a pastagem do gado, encontram-se exemplares pequenos, com 1 metro de altura, carregados de flores em épocas fora do tempo normal de floração, quando há veranicos, no período de janeiro (www.radiobras.gov.br).

A planta possui porte arbório, podendo chegar a 10 m de altura e de 6 a 8 m de diâmetro de copa, com tronco tortuoso de casca áspera e rugosa de 30 – 40 cm de diâmetro. As folhas pilosas são formadas por 3 folíolos com as bordas recortadas, longo-pecioladas e opostas (Figura 01).
Pequi
FIGURA 01 – Árvore, folhas e flores
A árvore é hermafrodita. Inflorescêcia racemo terminal curta com10 a 30 flores. As flores são grandes e amarelas. Oliveira (1998) apud Chaves (2003), encontrou taxas de cruzamento que caracterizam a espécie como alógama. Estudos realizados com marcadores izoenzimáticos e morfológicos têm mostrado uma grande variabilidade genética dentro de sub-populações com valores bem próximos de zero para a variabilidade genética entre sub-populações (Oliveira et al., 1997; Oliveira, 1998; Trindade et al., 1998), o que é característico de populações alógamas sem restrições ao fluxo gênico. É planta semidecídua, cuja floração ocorre logo após a emissão de folhas novas. Apresenta redução parcial da folhagem durante a estação seca (Ribeiro et al., 1981 apud Almeida et al., 1998). Várias características identificam a polinização dessa espécie com a síndrome de quiropterofilia, tais como: estames com abundante quantidade de pólen pulverulento, volume médio de néctar produzido por flor (0,33 ml), concentração de açúcar no néctar (13,6%), liberação de forte cheiro pela flor, especialmente no período de antese, ao redor de 19 a 20 horas. Ocorre autopolinização, podendo cerca da metade dos botões florais desenvolver-se para frutos (Barradas, 1972 apud Almeida el. Al., 1998).

Os frutos alcançam a maturidade entre três e quatro meses após a floração. A dispersão dos frutos é realizada por dois vetores, um marsupial (Didelphis albiventris) e um corvídeo (Cyanocorax cristatellus) (Gabriel, 1986 apud Almeida et al., 1998). O fruto, do tamanho de uma pequena laranja, está maduro quando sua casca, que permanece sempre da mesma cor verde-amarelada, amolece.

Partida a casca, encontram-se, em cada fruto, uma, duas, três ou quatro amêndoas tenras envoltas por uma polpa amarela, branca ou rósea, o verdadeiro atrativo da planta. A única contra-indicação são os espinhos finos, minúsculos e penetrantes existentes bem no núcleo do caroço, sendo preciso muito cuidado ao mastigá-lo para chupar a polpa. (Figura 02).
Pequi
FIGURA 02 – Fruto do Pequizeiro
A coleta de frutos implica a exportação de nutrientes, e para cada tonelada de fruto fresco seguem 4,3 kg de potássio, 1,8 kg de nitrogênio e 0,1 kg de fósforo (Miranda et al., 1987 apud Almeida et al., 1998).

O peso médio do fruto foi de 120 g, sendo que a casca representa 82% do fruto, o endocarpo 4,6%, a polpa 7% e a amêndoa cerca de 1% (Almeida & Silva, 1994 apud Almeida et al., 1998). O peso unitário dos frutos variou de 50 a 250 g, a casca de 20 a 117 g, a amêndoa de 2 a 4 g, com valor médio de 8,14 g de polpa (Miranda & Oliveira Filho, 1990 apud Almeida et al., 1998).

Segundo Franco (1982) apud Almeida et al., (1998), 100 g de polpa de pequi contém:
Vitamina A
20.000 mg
Vitamina C
12 mg
Tiamina
30 mg
Riboflavina
463 mg
Niacina
387 mg
Quanto aos sais minerais, a polpa do piqui (coletado no Mato Grosso) apresentou Na (20,9 mg/g), Fe (15,57 mg/g), Mn (5,69 mg/g), Zn (5,32 mg/g), Cu (4 mg/g), Mg (0,05 mg/g), P (0,06 mg/g) e K (0,18 mg/g), sendo que a amêndoa apresentou Na (2,96 mg/g), Fe (26,82 mg/g), Mn (14,37 mg/g), Zn (53,63 mg/g) e Cu (15,93 mg/g) (Hiane et al., 1992 apud Almeida et al., 1998). O valor energético, em cada 100 g é de 89 calorias (www.ruralnews.com.br).

O pequi é considerado a “carne” do Cerrado. Além das proteínas, poliglicerídeos e carboidratos necessários ao organismo, contém alto teor de pró-vitamina “A” em sua polpa (revista.fapemig.br/11/pequi).

O pequizeiro é uma planta muito versátil, no que diz respeito às suas utilidades, pois dela se aproveita praticamente tudo.

O pequi é muito apreciado nas regiões onde ocorre: o arroz, o frango e o feijão cozidos com pequi são pratos fortes da culinária regional; o licor de pequi tem fama nacional; e há, também, uma boa variedade de receitas de doces aromatizados com seu sabor (www.bibvirt.futuro.ups.br). Como medicinal o óleo da polpa tem efeito tonificante, sendo usado contra bronquites, gripes e resfriados e no controle de tumores. É comum o óleo ser misturado ao mel de abelha ou banha de capivara, em partes iguais, e a mistura resultante ser usada como expectorante. O chá das folhas é tido como regulador do fluxo menstrual. Na indústria cosmética, fabricam-se cremes para a pele tendo o piqui como componente. O potencial forrageiro foi evidenciado quando fragmentos de folha foram encontrados em fístula esofágica de bovino (Macedo et al., 1978 apud Almeida et al., 1998). Os frutos também são ingeridos pelos bovinos, mas em função do endocarpo espinhoso, podem ocorrer acidentes. As flores são importantes para alimentação de animais silvestres como: paca, veado-campeiro e mateiro, e as árvores floridas são utilizadas como pontos de espera da caça. Da casca e das folhas extraem-se corantes amarelos de ótima qualidade, empregados pelos tecelões em tinturaria caseira (Silva Filho, 1992 apud Almeida et al., 1998). A madeira é própria para xilografia, construção civil e naval, construção de esteios de curral, mourões e dormentes. Também é usada na fabricação de móveis, além de ser fonte de carvão para siderurgias. A planta é melífera e ornamental.

Cada planta adulta poderá produzir, em média, até dois mil frutos por safra. O preço do litro de caroços de pequi, com aproximadamente 17 unidades, tem sido comercializado no varejo, em feiras livres e Ceasa-DF, ao preço que varia entre R$1,50 a R$3,00. A frutificação ocorre normalmente aos cinco anos após o plantio (Avidos e Ferreira, 2003).

Segundo Moura e Rolim (2003), a forma de obtenção desses frutos é o extrativismo que envolvem catadores, principalmente de Pequi, que são famílias de baixa renda e moradores de regiões carentes. Na tarefa de catar pequi é envolvida toda a família, inclusive as crianças que, após o dia de trabalho vão para as beiras de estradas oferecer o produto da catação aos transeuntes, ou vendem a atravessadores que recolhem a produção da região e levam para comercialização nos centros consumidores, como Goiânia ou Montes Claros em Minas Gerais. Os valores pagos aos catadores são muito baixos, pouco auxiliando para a melhoria de vida daquela população, uma vez que a produção é sazonal e na entressafra essas pessoas têm que buscar outras atividades para garantir a sobrevivência.

A comercialização do fruto “in natura” é destinada ao consumo na culinária típica. Ainda pode ser destinada a pequenos fabricantes de conservas vegetais, que processam sem o conhecimento técnico necessário, colocando em risco a saúde do consumidor e juntamente a isso a credibilidade do produto a base de fruto do cerrado.

Outra forma que essas famílias utilizam para aumentar a renda com a catação do Pequi é a extração do óleo, que é feita às vezes com o fruto que foi catado e não vendido in natura. O processo utilizado para a extração é muito rudimentar e com baixa produção, produtividade e qualidade. O óleo obtido é vendido nos centros de comercialização, CEASA,e mercados municipais também a preços baixos, além da venda a atravessadores que revendem o produto com nova embalagem e a preços significativamente maiores. Há também um mercado para a indústria cosmética que exige determinadas características para o óleo que, no processo utilizado de extração não atende, e quando atende o extrativista não tem acesso direto à empresa e sim ao atravessador.

Preocupada em preservar e possibilitar a exploração comercial do pequi, a Embrapa está pesquisando seu cultivo em lavouras, utilizando técnica de irrigação e fertilidade. Os trabalhos têm resultado em pomares precoces, de produção dois anos após o plantio (www.embrapa.br).

Devido à sua origem no cerrado, o pequizeiro é melhor adaptado a regiões com pouca chuva ou pouca irrigação. Sua produção é sempre maior em período mais secos e, por esta razão, a variedade do cerrado também pode ser cultivada em algumas regiões mais secas do Nordeste. No entanto, durante o período de germinação, é necessário que façamos uma irrigação, caso não haja um volume adequado de chuvas (www.ruralnews.com.br).

Sua produção não é estável. Em anos de muita chuva, produz pouco; ao contrário, nos de seca a produção é maior. Tanto que nas regiões interioranas existe um adágio popular muito conhecido: “ano de pequi, ano de crise”. A chuva derruba as flores antes da fecundação, o que reduz a produção (www.radiobras.gov.br).

Os frutos de Pequi caem naturalmente quando estão maduros. Por isso, devem ser apanhados preferencialmente no chão. Frutos coletados diretamente na planta podem não apresentar sementes completamente desenvolvidas, reduzindo a taxa de germinação (Silva et al., 2001).

A propagação da árvore do pequi é feita com os frutos maduros, usados como semente logo que caem ao chão. A quebra da dormência, entre outras maneiras, pode ser feita com a movimentação das sementes sem casca em um recipiente durante 15 a 20 minutos, de modo a provocar pequenos choques, ou deixá-los por 24 horas em uma solução de água com ácidos específicos (www.altiplano.com.br/Pequi7).

Na produção de mudas, a maior dificuldade está na demora para a germinação, que só ocorre entre 120 e 360 dias após a semeadura. Para acelerar o processo, submetem-se os caroços a um tratamento antes de semeá-los. A Embrapa recomenda a imersão em uma solução com ácido giberélico, encontrado nas lojas de materiais agrícolas com o nome de Progib.

A proporção da solução é de 1,5 litro de água para 1 grama de ácido giberélico. Um envelope contém 10 gramas de produto, mas somente 1 grama do ácido (princípio ativo). Os caroços de pequi, obtidos à partir de frutos maduros, são colocados na solução após despolpados e secos à sombra em local ventilado. O período de imersão é de 36 horas. Com isso, reduz-se o tempo de germinação para cada de 40 dias.

No livro Árvores Brasileiras, Lorenzi, o tratamento recomendado consiste em deixar os caroços em água por 48 horas, sendo trocada a cada 12 horas. Logo depois, os caroços são postos para germinar em canteiros ou diretamente em saquinhos individuais. O desenvolvimento das mudas é lento (globorural.globo.com).

Banhos de ácido e choques térmicos eram os recursos mais utilizados para estimular a germinação, mas essas e outras técnicas vem sendo substituídas em alguns viveiros. O pesquisador Roberto de Almeida Torres, coordenador do viveiro de mudas do CNPq/Funape/UFG, explica que processo de reprodução do pequi começa com a seleção das matrizes. São escolhidas aquelas com frutos de melhor qualidade, destacando-se a espessura da polpa, a conformação e a sanidade da árvore.

Os frutos caídos são colhidos e amontoados no chão, à sombra, até que ocorra a fermentação. Em seguida são despolpados. As primeiras e ácidas chuvas da estação induzem a semente à germinação, o que ocorre à partir dos 28 dias. Em 60 dias, 80% do material já está germinado (www.altiplano.com.br/Pequi7).

Tem-se realizado pesquisas com a formação de mudas por propagação vegetativa, através de técnicas como estaquia, enxertia, alporquia e cultura in vitro do embrião, com o intuito de reduzir o tempo inicial de produção de frutos.

O pequizeiro pode ser atacado por algumas doenças, dentre elas, Silva et al., (2001) destaca:
Podridão de raízes de mudas
É uma doença causada pelo fungo. Cylindrocladium clavatum, que ataca as raízes das mudas, apodrecendo-as e causando-lhes a morte ou retardando consideravelmente seu desenvolvimento. Devem-se evitar regas em excesso e sombreamento das mudas.

Mal-do-Cipó
Causada pelos fungos Cerotelium giacomettii e Phomopsis sp. Até o momento, é a mais grave doença do pequizeiro. Os sintomas em mudas são inicialmente caracterizados por um estiolamento ou alongamento das mudas, deformações e lesões nos ramos tenros e nas folhas mais novas. Posteriormente, as mudas secam ou param de crescer. Em pequizeiros adultos, inicialmente ocorre um alongamento dos internódios (entrenós do caule) e estiolamento dos ramos mais novos, fazendo com que estes se tornem muito flexíveis, retorcido e adquirindo aspecto de cipó. As folhas mais novas tornam-se encarquilhadas, com tamanho reduzido e, apresentam numerosas lesões escuras com até 3 mm de diâmetro que podem coalescer (aderir por crescimento), provocando o escurecimento total ou parcial da folha. Com o tempo, inicia-se o secamento que pode atingir a planta inteira, provocando a morte.
Como medidas de prevenção, recomenda-se evitar a coleta de sementes ou garfos (pontas de galhos para enxertia) de pequizeiros com essa doença. Caso a doença apareça no viveiro, eliminar as mudas com sintomas e, no caso de plantas adultas, recomenda-se podar e queimar todos os galhos afetados pela doença.
Nos ferimentos provocados pela poda, deve-se pincelar uma pasta composta por 4 kg de cal hidratada e 1 kg de sulfato de cobre, diluídos em 6 litros de água.

Morte descendente
Causada pelo fungo Botryodiplodia theobromae. Os sintomas iniciam pelo secamento dos ramos mais novos, nos quais as folhas permanecem secas e retidas por até 3 meses.

Posteriormente, a doença atinge os galhos, culminando com a morte da planta. Nos galhos e ramos mais novos, podem ser observadas rachaduras profundas e lesões escuras. Sob a casca de ramos, galhos ou troncos afetados pode ser observado um tecido escuro e necrosado (em decomposição), que progride no sentido da copa para a base da planta. Como medida de controle, recomenda-se cortar e queimar os galhos secos e, sobre os cortes ou ferimentos, aplicar uma pasta bordalesa.
Fonte: www.fruticultura.iciag.ufu.br

sábado, 27 de abril de 2013

Arvores Frutíferas Pitaya


É uma fruta pertencente à família das cactáceas e é conhecida mundialmente como "Dragon Fruit", Fruta-do-Dragão.
Pitaia, Pitaya
É fruta de aparência muito bonita e diferente, além de produzir flores noturnas de rara beleza com grande potencial ornamental. De acordo com a espécie seus frutos podem ser de cor amarelo-vivo ou vermelho externamente, de polpa branca translúcida com minúsculas sementes como o Kiwi e de sabor suave e muito agradável. Em algumas espécies a polpa é de coloração vermelha com tonalidade mais forte que a casca e são atualmente as mais procuradas para plantios comerciais.
Durante muito tempo seu consumo foi restrito às mesas norte-americanas, européias e australianas, chegando ao Brasil na década de 90 através de importações da Colômbia, o que despertou o interesse dos fruticultores brasileiros.

Espécies

PITAYA VERMELHA DE POLPA BRANCA
Pitaia Vermelha de Polpa Branca
( Hylocereus undatus, (Haw.) Britton & Rose 
De origem incerta, provávelmente Caribe e Indias Ocidentais.
PITAYA VERMELHA DE POLPA VERMELHA
Pitaia Vermelha de Polpa Vermelha
( Hylocereus costaricensis, F.A.C. Weber) Britton & Rose 
Originária da Nicarágua, Costa Rica e Panamá
PITAYA AMARELA
Pitaia Amarela
( Selenicereus megalanthus, K.Schum. ex Vaupel ) Moran 
Originária da Bolivia, Colômbia, Equador e Peru.
PITAYA PEQUENA OU SABOROSA
( Selenicereus setaceus, Salm-Dyck ) Werdermann 
Originária da Argentina, Bolivia, Brasil e Paraguai

Dicas de cultivo

Origem
As espécies são nativas do continente americano sendo que as espécies mais comerciais se concentram na América Central e México. Temos uma espécie de excelente qualidade aqui na América do Sul porém de frutos menores, a Selenicereus setaceus, conhecida também como Saborosa ou Pitainha.
Clima
Pode ser cultivada em diversas altitudes, desde o nível do mar até acima de 1000 metros, preferindo temperatura média entre 18 a 26 graus centígrados. Chuvas de 1200 a 1500 mm ao ano são ideais para o desenvolvimento da cultura, porém também se desenvolve em climas mais secos.
Solos
Os solos que oferecem melhores condições para o desenvolvimento do cultivo são os de pH entre 5.5 e 6.5 e não compactados . Devem ser ricos em matéria orgânica, bem drenados e de tex tura bem solta.
Espaçamento
O tutoramento com mourões é fundamental. Pode ser feito com mourões de madeira tratada, postes de concreto e até caules de frutíferas ( ex. tangerineiras, laranjeiras, etc.) que após podados podem ser usados para tutoramento. Um espaçamento sugerido usando os tutores seria 3 metros entre as plantas e 4 metros entre as ruas, podendo ser plantada 1 ou 2 mudas por tutor. Lembramos também que em plantios domésticos a Pitaya pode ser plantada em caules de árvores preferencialmente de porte baixo para não dificultar a colheita. Alguns produtores fixam quadros de madeira no ápice dos mourões para um melhor tutoramento o que onera um pouco mais o trabalho porém com resultados melhores.
Plantio
Plantar em covas de 40cm de diâmetro por 40cm de Profundidade juntando uns 10 litros de esterco de curral (ou 2 kg de húmus de minhoca) mais 300g de farinha de ossos (ou super-fosfato simples). Misturar bem os adubos à terra da cova antes do plantio. O sombreamento das mudas novas é aconselhável quando as plantas estiverem estocadas em viveiros sombreados. Este sombreamento pode ser feito de maneira simples com folhas de palmeiras fincadas verticalmente ao lado da muda .
Produção
Em literaturas internacionais são citadas produções de 14 toneladas por hectare para a Pitaya Amarela (Selenicereus megalanthus ) e para a Pitaya Vermelha de Polpa Branca ( Hylocereus undatus ) 30 toneladas por ha, isto anualmente. No Vietnam os plantadores conseguem até 40 ton por ha, provávelmente isto se deve ao sistema de condução da planta , pois podas aumentam a brotação de galhos na planta e consequentemente haverá mais flores e frutos. A irrigação nos períodos mais sêcos, desde que sem encharcamentos, também acelera o desenvolvi mento da planta. Vale lembrar que plantas que estiverem em situação de estresse hídrico prolongado não devem ser irrigadas abundantemente pois correm o risco de apodrecimento.
Observação
Evitar pulverizações com defensivos químicos pois os mesmos podem interferir no sabor dos frutos. Para fungos usar preferencialmente calda bordaleza.
Fonte: www.fazendacitra.com.br
Pitaia
Pitaia
Capsicum annum
Partes usadas: Frutos
Família: Solanáceas
Características: Hortaliça de folhas pontudas, ovais e retorcidas. Seu fruto pode ser comprido ou fusiforme, podendo também variar sua coloração. As variedades mais conhecidas são o verde, o amarelo e o vermelho. Porém existem outras variedades bastante exóticas, como o branco, roxo, azulado, preto e laranja..
Dicas de Cultivo: Adapta-se a solos areno--argilosos, rico em matéria orgânica, bem drenados e fracamente ácidos.. O plantio deve ser feito em sementeira e transplantadas após 45 dias.
Outros Nomes: Pimento.
Princípio ativo: Glicídios, protítios e resinas, dentre outros. 
Propriedades: Vitaminizante, digestiva, antiespasmódica.
Indicações: Muito usado nos casos de flatulência, dispepsia, nos quadros de astenia e indisposição. É bom para a pele, unhas e cabelos. 
Toxicologia: Em altas doses provoca elevação da pressão arterial e taquicardia.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Arvores Frutiferas Nativas de Ingá

Arvores Frutiferas Nativas

Ingá


NotaPara outros significados de Inga, ver Inga (desambiguação).

Ingá
Inga feuillei no Jardim Botânico Ho'omaluhia, em Oahu, no Havaí, nos Estados Unidos
Inga feuillei no Jardim Botânico Ho'omaluhia, em Oahu, no

Havaí, nosEstados Unidos
Classificação científica
Reino:Plantae
Divisão:Magnoliophyta
Classe:Magnoliopsida
Ordem:Fabales
Família:Fabaceae
Subfamília:Mimosoideae
Género:Inga
Espécie:Diversas (ver espécies)
O(a) ingá, também chamado(a) ingazeira, é uma árvore do gênero Inga,
da subfamília Mimosoideae, da famíliaFabaceae. "Ingá" também designa
o fruto da árvore: uma longa vagem que contêm sementes envolvidas por
uma polpa muitas vezes comestível1 . É muito comum nas margens de rios
 e lagos, sendo muito procurado pela fauna e pelo homem por suas sementes
 envolvidas por polpa branca e adocicada. O ingazeiro costuma apresentar
 floração mais de uma vez por ano.
São conhecidas cerca de 300 espécies do gênero Inga. O atual centro de
 diversidade do gênero é a floresta amazônica, mas o gênero possui
representantes
 no México, Antilhas e em toda a América do Sul, sendo um gênero exclusivamente
 neotropical. Em geral, os ingás preferem nascer às margens dos rios, devido à
 grande quantidade de sementes levadas e depositadas nas várzeas pelas enchentes.


"Ingá" se originou do termo
 tupi in-gá . De acordo
com alguns,

 "ingá" significa "embebido, empapado, ensopado",
devido

 talvez à consistência da polpa aquosa que envolve
 as sementes
.Etimologia

Descrição

Todas as espécies de ingá produzem frutos em vagens, que podem atingir até mais
1 m de comprimento, dependendo da espécie, mas no geral, a maioria das espécies
 possuem frutos com até cerca de 10 – 30 cm de comprimento. As espécies
 são facilmente reconhecidas a nível de gênero por apresentares folhas compostas,
paripinadas, raque foliar normalmente alada, nectários foliares entre cada par de folíolos
 e sarcotesta envolvendo as sementes. Esta última característica é única na subfamília, o
 que diferencia Inga dos demais gêneros. Existem várias espécies, que se diferenciam pelo
 tamanho do fruto, outras pelo tamanho e tipo dos nectários foliares, porém, quase sempre,
se utiliza vária características morfológicas para diferenciar as espécies, tarefa que nem
sempre é fácil.
A polpa que envolve as sementes, denominada em termos corretos de sarcotesta é branca,
 levemente fibrosa e adocicada, bastante rica em sais minerais, e é consumida ao natural.
Também é usada na medicina caseira, sendo útil no tratamento da bronquite (xarope) e como
 cicatrizante (chá).
A árvore pode chegar a uma altura de 15 metros, é muito utilizada para sombreamento dos
cafezais. A planta prefere solos arenosos perto de rios. Com flores de coloração
branco-esverdeada, a ingazeira frutifica praticamente em todo o ano.

Ingá-cipó (Inga edulis)

Vagens de Inga sp. compradas num mercado emRoterdã, nos Países Baixos.

Espécies

Há vários táxons, como Inga vera subsp. affinis (ingá-doce), Inga laurina(ingá-feijão), Inga subnuda subsp. luschnatianaInga marginataInga edulis(ingá-cipó), Inga barbataInga virescensInga blanchetiana e outros.

Cor da polpa do ingá

As crianças guaranis no litoral norte de São Paulo, Brasil, ensinam que para reconhecer se o ingá está bom para comer deve-se ver a cor da polpa que envolve as sementes dentro da fava. Uma vez aberta a fava, que é bem dura, mas que se rompe sob pressão ao longo de sua linha de costura, observa-se a cor da polpa, se estiver preta não presta para comer, mas se a polpa estiver esbranquiçada, está boa e seu sabor e aroma são muito agradáveis.

Referências

  1.  FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. pp.945-946
  2.  FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. pp.945-946
  3.  http://www.dicionarioinformal.com.br/significado/ing%C3%A1/1281/

    Fonte:
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Ing%C3%A1

    Ingá, árvore que habitou as extintas matas ciliares dos rios paulistanos


    Frutos do ingá-amarelo, da Mata Atlântica
    Quando os rios e córregos da atual cidade de São Paulo corriam livres  e eram cercados por Mata Atlântica – há muito tempo atrás – os peixes tinham certeza da alimentação abundante nessa época do ano, por ser o tempo de frutificação do ingá (Inga sp.), que costumava crescer debruçado nas margens em direção as águas.
    Assim foi com o Rio Tietê e Pinheiros, onde os relatos contam de grandes árvores do gênero. E provavelmente com muitos outros rios atualmente cimentados ou com árvores estrangeiras nos seus taludes e sem peixes.
    Seus frutos também são coméstiveis ao ser humano, de sabor levemente adocicado e polpa refrescante, mas hoje é bem raro encontrá-los na metrópole. Trata-se de uma árvore excelente para arborização de calçadas estreitas, e que atrai pássaros e abelhas, apresentando um porte médio e crescimento rápido.
    Para quem quer experimentar, existem alguns exemplares carregados na Cidade Universitária da USP, na rotatória em frente ao ICB.

    Ingá ainda jovem

    Ingá carregado de frutos

    As belas e melíferas flores do ingazeiro

    Uma peculiaridade do ingazeiro é a presença de nectários (na foto o pequeno círculo na junção das folhas) - estruturas que secretam néctar - e alimentam insetos como formigas, que em troca, defendem a árvore.

    Ricardo Cardim

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Arvores Frutiferas Nativas



Árvores Frutiferas  Nativas...!






Das 20 frutas mais consumida atualmente do Brasil, apenas três são nativas. Nos supermercados brasileiros quase todas as frutas disponíveis tem a origem ancestral em lugares distantes como Ásia, Oriente Médio e Europa. Sabendo que o Brasil é o país detentor da maior biodiversidade… 
Das 20 frutas mais consumida atualmente do Brasil, apenas três são nativas. Nos supermercados brasileiros quase todas as frutas disponíveis tem a origem ancestral em lugares distantes como Ásia, Oriente Médio e Europa. Sabendo que o Brasil é o país detentor da maior biodiversidade do mundo isso pode parecer no mínimo estranho, mas é resultado de escolhas culturais e do pouco investimento na pesquisa e melhoramento das nossas centenas de frutas nativas.
Até o começo do hábito de se comprar frutas e não mais pegá-las nos quintais e pomares, as frutas nativas eram muito apreciadas, tradição secular que vinha dos índios e que se passava entre gerações, mas que não resistiu a urbanização, o morar em apartamentos a e facilidade do comércio de alimentos e sua imposição de gostos. Assim, conhecer os sabores de algumas frutas “do mato” virou luxo, uma experiência rara, onde cada vez menos pessoas tem acesso para decidir se gostam ou não.
A boa notícia é que alguns supermercados da capital paulistana estão dando espaço para atuais “raridades” nativas como o cambuci, abiu, jenipapo, pitanga e outras, valorizando os produtores e resgatando sabores esquecidos, além de preservar o meio ambiente. Essas fotos foram tiradas no supermercado Mambo, na Avenida José Diniz, 2329, fone 11 3507-3782. Parabéns para a empresa, ação muito mais eficaz do que qualquer propaganda alardeando “sustentabilidade”.
arvoresdesaopaulo.wordpress.com/2013/04/01/frutas-da-mata-atlantica-no-supermercado-novos-sabores-da-biodiversidade-brasileira/